Provérbios portugueses
Um provérbio sem contexto é só uma frase antiga. Aqui cada um leva o que quer dizer e, quando se sabe, de onde vem a ideia. Quando não se sabe, também está escrito que não se sabe.
329 provérbios, 329 com explicação. Se o que procuras é um pedaço de frase e não uma frase inteira, como «ficar a ver navios», está nas expressões.
Com explicação
- Água mole em pedra dura, tanto bate até que furaA persistência e a insistência podem permitir alcançar um objetivo que inicialmente parece muito difícil.
- Quem não tem cão caça com gatoSem a ferramenta ideal, usa-se a que há: caça-se com o que se tem.
- Cão que ladra não mordeQuem muito ameaça raramente cumpre: o barulho gasta a mordida.
- Grão a grão enche a galinha o papoO pouco de cada vez, somado com constância, acaba num muito: é assim que a galinha enche o papo.
- Depressa e bem, há pouco quemFazer depressa e bem ao mesmo tempo é raro: escolha-se qual dos dois.
- Mais vale um pássaro na mão do que dois a voarAntes o pouco garantido do que o muito por caçar: o pássaro seguro vale pelos dois fugidos.
- De pequenino se torce o pepinoQuer dizer que a educação, os hábitos e o carácter devem ser moldados desde cedo.
- Quem canta seus males espantaCantar afugenta as tristezas: quem canta, alivia-se.
- Casa roubada, trancas à portaA prevenção que chega tarde: as trancas só apareceram depois do roubo.
- Não há bela sem senãoNada é perfeito: até a beleza traz o seu senão.
- Em terra de cegos, quem tem olho é reiOnde ninguém sabe, o que sabe pouco manda: um olho chega onde não há nenhum.
- Quem não trabalha não comeO sustento ganha-se: sem trabalho não há mesa posta.
- Quem porfia, mata caçaA insistência vence: quem teima acaba por apanhar a caça.
- Roma e Pavia não se fizeram num diaAs coisas grandes levam tempo: pede paciência a quem quer tudo feito já.
- Quem corre por gosto não cansaO esforço feito com prazer não pesa: o gosto tira o cansaço.
- Quem não arrisca não petiscaSem arriscar não se prova nada: o petisco é de quem tenta.
- Mãos à obraFórmula para dar início ao trabalho: menos conversa, mais ação.
- A preguiça é a mãe de todos os víciosDo não fazer nada nascem os maus hábitos todos: a preguiça abre a porta ao resto.
- Mais vale prevenir do que remediarEvitar o problema custa menos do que resolvê-lo: o trabalho de antes poupa o de depois.
- Quem espera sempre alcançaA paciência é recompensada: quem sabe esperar acaba por conseguir.
- Depois da tempestade vem a bonançaAos períodos maus seguem-se os bons: as crises passam.
- Sem ovos não se fazem omeletesSem os meios não há resultado: quem quer omeletes arranje ovos.
- No poupar é que está o ganhoO lucro certo é o que não se gasta: poupar é ganhar.
- O amor é cegoQuem ama não vê defeitos: o amor tapa os olhos.
- Quem compra o que não precisa vende o que precisaGastar no supérfluo acaba por custar o essencial.
- O barato sai caroA poupança mal feita paga-se em dobro: o barato acaba caro.
- Quem casa quer casaQuem se casa precisa de casa própria: vida nova, teto novo.
- Quem paga adiantado é mal servidoPagar antes do serviço é convidar o desleixo: o dinheiro recebido tira a pressa.
- Casamento e mortalha, no céu se talhaCasamento e morte não se marcam cá em baixo: o destino é que talha ambos.
- Quem fia não lucraVender fiado é mau negócio: quem confia o pagamento, arrisca o lucro.
- Entre marido e mulher não metas a colherNas brigas de casal não te metas: a colher fica à porta.
- Fiado, só amanhãCrédito só amanhã: e amanhã, quando chegar, volta a ser hoje.
- Dinheiro chama dinheiroQuem tem, mais ajunta: o dinheiro atrai-se a si próprio.
- Amor com amor se pagaO afeto retribui-se com afeto: quem dá amor merece recebê-lo.
- Dinheiro não traz felicidadeA riqueza, só por si, não faz ninguém feliz.
- Longe da vista, longe do coraçãoO que não se vê esquece-se: a distância esfria os afetos.
- O dinheiro não cai do céuA riqueza custa a ganhar: ninguém a recebe sem trabalho.
- Quem ama o feio, bonito lhe pareceAos olhos de quem ama, o feio é bonito.
- Quem não tem dinheiro não tem víciosSem dinheiro não há como sustentar vícios: a carteira vazia obriga à virtude.
- Amores novos esquecem os velhosPaixão nova apaga a antiga.
- Mais vale pouco e certo do que muito e duvidosoAntes o pouco garantido do que o muito por confirmar.
- Zanga de namorados é amor dobradoBriga de namorados não é fim: as pazes vêm com o amor reforçado.
- Quem tudo quer tudo perdeA ganância castiga-se: quem não se contenta com o razoável arrisca ficar sem nada.
- Onde há amor, há dorAmar é expor-se a sofrer: não há um sem o outro.
- A ocasião faz o ladrãoA oportunidade tenta: muita honestidade nunca chegou a ser testada.
- Patrão fora, dia santo na lojaSem o patrão à vista, o trabalho afrouxa: é feriado por conta própria.
- Antes só que mal acompanhadoMelhor a solidão do que má companhia.
- A bom pagador não dói penhorQuem tenciona pagar não se importa de deixar garantia.
- Mulher honrada não tem ouvidosDizia a moral antiga que a mulher honrada devia fazer-se surda a galanteios e conversas.
- Em abril, águas milA chuva de abril vale ouro: é o mês em que a água faz o ano.
- Março, marçagão, de manhã inverno, de tarde verãoMarço não se decide: gelo de manhã, calor à tarde.
- Até ao lavar dos cestos é vindimaEnquanto os cestos não estão lavados, a vindima não acabou: até ao fim há trabalho e há proveito.
- Pelo São Martinho, vai à adega e prova o vinhoNo São Martinho (11 de novembro), o vinho novo das vindimas já se deixa provar: é dia de abrir a adega.
- No dia de São Martinho, lume, castanhas e vinhoO 11 de novembro tem receita própria: fogueira, castanhas e vinho novo.
- Pelo São Martinho, mata o teu porquinhoMarca novembro como o tempo tradicional da matança do porco.
- Natal ao sol, Páscoa ao borralhoNatal soalheiro anuncia Páscoa fria: quem tem sol em dezembro terá lareira em março ou abril.
- Páscoa molhada, seara abençoadaChuva pela Páscoa é bênção para as searas.
- Em janeiro, sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantarEm janeiro, searas ainda castanhas são bom sinal; verdes cedo demais, mau agoiro.
- Fevereiro quente traz o diabo no ventreCalor em fevereiro é mau prenúncio: o ano vem torto.
- Fevereiro enganou a mãe ao soalheiroO sol de fevereiro não é de fiar: aquece a ponto de enganar, e o frio volta sem avisar.
- Quando março sai ventoso, sai abril chuvosoMarço ventoso anuncia abril de chuva.
- Sol de inverno e amor de velho não duram o dia inteiroHá coisas boas de pouca dura: o sol de janeiro e os amores tardios.
- Céu pedrento, chuva ou ventoCéu empedrado (coberto de nuvens miúdas, como calçada) anuncia mudança: vem chuva ou vem vento.
- Arco-íris ao poente, bom tempo para a genteArco-íris para os lados do poente promete melhoras.
- Arco-íris ao nascente, chuva de repenteArco-íris para os lados do nascente é tido como sinal de chuva próxima.
- Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescerDormir cedo e acordar cedo: a receita antiga para crescer com saúde.
- Quem bem dorme, mal não senteQuem dorme descansado não tem culpas a acordá-lo: o sono tranquilo é sinal de consciência em paz.
- Comer e coçar, é só começarO difícil é começar: depois, o apetite e a comichão continuam sozinhos.
- Quem come e guarda, duas vezes põe a mesaQuem consome com conta e guarda o resto volta a ter: põe a mesa duas vezes.
- Quem não come por ter comido, não é perdidoRecusar por já estar satisfeito não é desperdício nem desfeita: quem comeu, comeu.
- Quem não trabuca, não manducaQuem não trabalha, não come: sem esforço não há sustento.
- Pão, pão, queijo, queijoAs coisas ditas com clareza: pão é pão, queijo é queijo, e não se misturam.
- Quem tem saúde e liberdade é rico e não o sabeSaúde e liberdade são a verdadeira riqueza, e quem as tem raramente dá por isso.
- O que não mata engordaComida que não faz mal, aproveita: na dúvida, come-se.
- Pela boca morre o peixeQuem fala demais prende-se pelas próprias palavras: o peixe morre porque abriu a boca.
- Amigos, amigos, negócios à parteA amizade e os negócios devem ser tratados separadamente, para que interesses financeiros ou profissionais não prejudiquem as relações pessoais.
- Quem tem um amigo tem um tesouroUm amigo verdadeiro vale mais do que riqueza.
- Mais vale um amigo na praça do que dinheiro na arcaUm amigo bem colocado vale mais do que dinheiro guardado.
- Na adversidade se conhece o amigoÉ na desgraça que se vê quem é amigo: a fartura não faz o teste.
- Amigo certo conhece-se na hora incertaÉ nas dificuldades que se vê quem é amigo a sério.
- Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem ésAs companhias revelam o carácter: conhece-se uma pessoa por quem escolhe para perto.
- Mais vale bom vizinho do que parente longeNa hora da aflição, vale mais o vizinho ao pé do que o parente ao longe.
- A galinha da vizinha é sempre melhor que a minhaO que é dos outros parece sempre melhor.
- Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinhoQuem tem culpas não aponte culpas: telhado de vidro não aguenta o troco.
- Não faças aos outros o que não queres que te façam a tiTrata os outros como queres ser tratado: a medida és tu.
- Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguémPrevenir não custa: cautela, como canja, nunca fez mal.
- Homem prevenido vale por doisQuem se prepara vale a dobrar.
- Seguro morreu de velhoA prudência não mata ninguém: quem se acautela dura mais.
- Gato escaldado de água fria tem medoQuem se queimou uma vez desconfia de tudo: até a água fria assusta o gato escaldado.
- Quando a esmola é grande, o pobre desconfiaOferta boa demais levanta suspeita: até o pobre desconfia da esmola grande.
- Quem vê caras não vê coraçõesO rosto não mostra o que vai por dentro: caras à vista, corações às escuras.
- Nem tudo o que luz é ouroNem tudo o que brilha tem valor: o aspeto pode enganar.
- As aparências iludemO que se vê por fora engana: não se deve julgar pela aparência.
- Não ponhas todos os ovos no mesmo cestoNão apostes tudo numa carta só: reparte, que um tropeção não leve tudo.
- Devagar se vai ao longeCom calma e persistência chega-se mais longe do que com pressa.
- A pressa é inimiga da perfeiçãoO que se faz à pressa sai malfeito: o trabalho bom pede tempo.
- Em boca fechada não entra moscaQuem está calado não se compromete: falar de menos é mais seguro do que falar de mais.
- Quem te avisa teu amigo éQuem avisa do perigo ou do erro está a ser amigo, mesmo que o aviso custe a ouvir.
- Não metas a foice em seara alheiaNão te metas no que não é teu: a seara é de quem a semeou.
- À mesa e ao jogo conhece-se o homemO carácter revela-se à mesa e ao jogo: onde há fartura e disputa, cai a máscara.
- A fome é o melhor temperoCom fome, tudo sabe bem: o apetite vale mais do que a cozinha.
- Do prato à boca se perde a sopaNada está garantido até ao fim: entre o prato e a boca ainda se entorna.
- Com papas e bolos se enganam os tolosAgrados baratos compram os ingénuos: doçura à entrada, logro à saída.
- Não se fazem omeletas sem partir ovosNão há resultado sem custo: para conseguir algo, há que sacrificar alguma coisa.
- Galinha velha faz boa canjaA idade tem o seu valor: da galinha velha é que sai a canja com substância.
- Da panela sai o que lá se meteO resultado depende dos ingredientes: da panela sai o que lá se pôs.
- Panela que muitos mexem, ou sai salgada ou sem salObra com muita gente a mandar sai estragada: ou salgada, ou insossa.
- Comida feita, companhia desfeitaServida a mesa, some-se a companhia: houve quem viesse só pelo prato.
- A cavalo dado não se olha o denteO que é oferecido não se examina nem se critica: aceita-se com gratidão.
- Filho de peixe sabe nadarOs filhos saem aos pais: o jeito herda-se.
- Burro velho não aprende línguasEm velho custa mudar: hábitos feitos não aprendem gramáticas novas.
- A pensar morreu um burroPensar demais também mata: o burro morreu a pensar e não resolveu nada.
- Ovelha que berra, bocado que perdeQuem se distrai a reclamar perde a sua parte: enquanto berra, não come.
- Cada ovelha com sua parelhaCada um deve juntar-se aos da sua igualha: os semelhantes entendem-se.
- Ao boi pelo corno, ao homem pela palavraO boi prende-se pelos cornos, a pessoa fica presa ao que diz: a palavra dada obriga.
- De noite todos os gatos são pardosNo escuro, as diferenças esbatem-se: qualquer gato passa por pardo.
- Morto o cão, acaba-se a raivaEliminada a causa, acaba o problema.
- Não vendas a pele do urso antes de o matarNão contes com o que ainda não tens: a pele vende-se depois da caçada.
- Uma andorinha não faz a primaveraUm caso isolado não prova nada: uma andorinha sozinha ainda não é primavera.
- Sorte ao jogo, azar ao amorQuem ganha às cartas perde nos amores: as duas sortes não andam juntas.
- A sorte de uns é o azar de outrosO que beneficia uns prejudica outros: a roda é a mesma.
- Deus dá nozes a quem não tem dentesA sorte cai a quem não pode aproveitá-la: as nozes vão para quem não as pode roer.
- O homem põe e Deus dispõeNós fazemos planos, o destino decide: pôr é nosso, dispor não.
- O que tem de ser tem muita forçaO destino impõe-se: o que tem de acontecer acontece.
- Há males que vêm por bemAlguns contratempos acabam por trazer vantagem: o que parece mau pode sair bom.
- Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabeTudo passa: as boas fases não são eternas e as más também não.
- Uma desgraça nunca vem sóOs problemas costumam chegar em série: atrás de um vem outro.
- Não há duas sem trêsO que aconteceu duas vezes vai acontecer a terceira.
- À terceira é de vezDepois de duas tentativas falhadas, a terceira há de ser a boa.
- Mais vale cair em graça do que ser engraçadoVale mais ser bem-visto do que ter mérito: a simpatia de quem decide pesa mais do que a graça própria.
- Quem tem padrinhos não morre mouroCom bons protetores, ninguém fica para trás.
- Deus escreve direito por linhas tortasOs desvios também levam ao destino: o que parece torto pode estar a escrever direito.
- Cada um tem a sua sorteA sorte reparte-se desigual: cada qual carrega a que lhe coube.
- Quem sai aos seus não degeneraQuem se parece com os da sua família está na ordem natural das coisas: sair aos seus é continuar a linhagem.
- Tal pai, tal filhoO filho sai ao pai: no feitio, nos gestos, nas manhas.
- Tal mãe, tal filhaA filha sai à mãe: nos modos, no feitio, nas manhas.
- Pequenos filhos, pequenos trabalhos; grandes filhos, grandes trabalhosOs cuidados crescem com os filhos: miúdos, canseiras miúdas; crescidos, canseiras graúdas.
- Filhos criados, trabalhos dobradosAs preocupações dos pais não desaparecem quando os filhos crescem; apenas se transformam e podem até tornar-se maiores.
- Mãe há só umaA mãe é insubstituível: tudo o resto pode haver em dobro, mãe não.
- Quem meu filho beija, minha boca adoçaAgradar ao filho é agradar à mãe: o carinho feito ao filho sabe bem a quem o vê.
- Menino e borracho põe Deus a mão por baixoAs crianças têm proteção especial: como às crias, Deus põe-lhes a mão por baixo.
- A educação vem do berçoOs modos aprendem-se em casa, desde o princípio da vida.
- Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razãoOnde falta o essencial, discute-se por tudo: a falta azeda a casa inteira.
- Antes só que mal casadoMelhor ficar só do que casar mal.
- Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxoA mentira apanha-se depressa: mais depressa do que quem coxeia.
- A verdade é como o azeite: vem sempre ao de cimaPor mais que se esconda, a verdade acaba por aparecer.
- Quem diz a verdade não merece castigoA verdade não devia custar a quem a diz: dizer o que é não merece pena.
- Na boca do mentiroso, o certo se faz duvidosoQuem mente uma vez estraga as verdades todas que disser depois.
- Quem conta um conto acrescenta um pontoCada pessoa que repete uma história acrescenta-lhe qualquer coisa.
- Não há fumo sem fogoOs rumores costumam ter algum fundamento: onde há sinal, há causa.
- Quem muito fala pouco acertaFalar demais multiplica os erros.
- Falar é prata, calar é ouroFalar tem valor, mas saber calar vale mais.
- As paredes têm ouvidosCuidado com o que se diz: pode haver sempre alguém a ouvir.
- Roupa suja lava-se em casaOs problemas da família resolvem-se em família, longe das vistas.
- Vozes de burro não chegam ao céuAs palavras de quem não tem razão nem juízo não têm consequência: desprezam-se.
- Quem cala consenteO silêncio perante uma proposta ou acusação vale como concordância.
- A soberba precede a quedaO orgulho desmedido anuncia o tombo.
- Quanto mais alto se sobe, maior é a quedaQuem sobe muito tem mais de onde cair.
- Quem muito se gaba, pouco valeQuem se elogia a si próprio é porque mais ninguém o faz.
- Presunção e água benta, cada um toma a que querDe presunção, como de água benta, serve-se cada um à vontade: é de graça.
- Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu façoSegue o conselho, ignora o exemplo: fórmula de quem prega o que não pratica.
- Cada cabeça, sua sentençaCada pessoa tem a sua opinião: onde há muitas cabeças, há muitos pareceres.
- Cada qual é como cada umAs pessoas são como são: cada uma à sua maneira.
- Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireitaDefeito de raiz dificilmente se corrige.
- O hábito não faz o mongeA aparência não faz a pessoa: vestir de monge não dá virtude.
- Pela pressa se perde a missaA pressa atrapalha: por ela se chega tarde até ao que mais importava.
- Quem espera desesperaEsperar custa: a demora consome a paciência de quem aguarda.
- Cada coisa a seu tempoTudo deve acontecer no momento adequado e não vale a pena tentar apressar determinadas situações.
- Tudo a seu tempoCada coisa tem a sua hora: não vale a pena forçar.
- O tempo tudo curaCom tempo, as feridas fecham: o que hoje dói, amanhã dói menos.
- Mais vale tarde do que nuncaÉ preferível fazer alguma coisa atrasada do que não a fazer de todo.
- Não deixes para amanhã o que podes fazer hojeAdiar é má estratégia: o que se pode fazer hoje faz-se hoje.
- Águas passadas não movem moinhosAquilo que aconteceu no passado já não pode alterar o presente, e não devemos ficar permanentemente presos ao que passou.
- Deus ajuda quem cedo madrugaQuem começa cedo, se esforça e toma iniciativa tem maior probabilidade de conseguir bons resultados.
- A Deus rogando e com o malho dandoRezar sim, mas a trabalhar: pedir a Deus não dispensa dar ao malho.
- Deus dá o frio conforme a roupaAs provações vêm à medida de quem as sofre: ninguém recebe mais do que aguenta.
- Quem dá aos pobres empresta a DeusA esmola não se perde: quem dá ao pobre fica com Deus por devedor.
- Deus os faz, Deus os juntaOs semelhantes acabam juntos: quem os fez iguais, junta-os.
- Voz do povo, voz de DeusO que toda a gente diz e sente tem autoridade: a opinião comum não costuma errar por inteiro.
- Cada um por si e Deus por todosCada qual trate da sua vida, que Deus olha pelo conjunto.
- Não há sábado sem sol, domingo sem missa, nem segunda sem preguiçaHá coisas que nunca falham: o sol de sábado, a missa de domingo e a preguiça de segunda.
- Para grandes males, grandes remédiosProblemas graves pedem soluções à altura, mesmo que radicais.
- A procissão ainda vai no adroO assunto ainda está no princípio: falta muito para se ver o fim.
- Santos da casa não fazem milagresO talento cá de casa não é levado a sério: os santos da porta ao lado é que fazem milagres.
- Cada terra com seu uso, cada roca com seu fusoCada lugar tem os seus costumes, e devem respeitar-se: o que é norma aqui pode não o ser ali.
- Quem não deve não temeQuem tem a consciência limpa não anda assustado.
- A justiça tarda, mas não falhaMesmo lenta, a justiça acaba por chegar.
- Cá se fazem, cá se pagamAs contas do que se faz acertam-se ainda nesta vida: cá se fazem, cá se pagam.
- Paga o justo pelo pecadorSofre as consequências quem não teve culpa: o castigo cai em quem não devia.
- Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdãoRoubar a um ladrão quase não conta: cem anos de perdão.
- Feita a lei, feita a manhaCada lei nova traz o seu contorno: mal se legisla, já se tornea.
- Mais vale um mau acordo do que uma boa demandaAntes um acordo fraco do que um bom processo: tribunal, nem a ganhar.
- Preso por ter cão e preso por não terFaça-se o que se fizer, leva-se: com cão ou sem cão, a multa vem.
- Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêmQuem vende o que não podia ter, arranjou-o por caminhos tortos: riqueza sem origem explica-se mal.
- Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arteQuem divide e não se serve bem, ou é tonto ou não sabe do ofício.
- Boas contas fazem bons amigosContas claras e pagas a tempo preservam as amizades.
- Quem empresta a amigo perde o dinheiro e o amigoEmprestar a amigos é arriscar perder duas coisas: o dinheiro e a amizade.
- Quem paga o que deve aumenta o que temPagar as dívidas é enriquecer: quem fica quite fica mais rico do que parece.
- Antes corar que deverMais vale a vergonha de recusar ou pedir do que ficar a dever.
- Quem compra fiado compra caroComprar a crédito sai sempre mais caro.
- Velhos são os traposVelhos são os trapos, não as pessoas: a idade recusa-se.
- Mais sabe o diabo por velho do que por diaboA experiência vale mais do que o talento: o diabo sabe é por ser velho.
- Quem de novo não trabalha, de velho dorme na palhaQuem não trabalha em novo acaba velho e pobre: cama de palha.
- A velhice é um postoA idade é uma dignidade: ser velho merece respeito, como uma patente conquistada.
- Mocidade ociosa, velhice trabalhosaJuventude preguiçosa paga-se com velhice difícil.
- Quem velho quer chegar, cedo se deve guardarQuem quer durar até velho tem de se cuidar desde novo.
- Todos os caminhos vão dar a RomaHá muitas maneiras de chegar ao mesmo fim.
- Quem tem boca vai a RomaSignifica que quem pergunta e procura as informações de que necessita tem maior probabilidade de encontrar o caminho ou resolver um problema.
- Quem vai por atalhos mete-se em trabalhosO atalho costuma sair caro: quem foge do caminho arranja problemas.
- Quem não se aventura não passa o marSem risco não há travessia: quem não tenta não chega ao outro lado.
- Quem vai ao mar perde o lugarQuem se ausenta arrisca-se a perder o que era seu.
- Quem muda, Deus ajudaA mudança atrai fortuna: quem se mexe, Deus favorece.
- Por onde fores, faz como viresEm terra alheia, segue o costume local: faz como vires fazer.
- Para lá do Marão mandam os que lá estãoLonge do centro, manda quem está no terreno: para lá da serra, a regra é local.
- Quem não viu Lisboa, não viu coisa boaElogio rimado da capital: quem não a conhece, perdeu.
- Janeiro fora, mais uma horaPassado janeiro, o dia já cresceu «uma hora»: a luz está de volta.
- Janeiro quente traz o diabo no ventreCalor em janeiro é mau agoiro: o ano vem desregulado.
- Janeiro frio e molhado enche a tulha e farta o gadoJaneiro rigoroso e chuvoso promete celeiro cheio e gado farto.
- Janeiro molhado, se não cria pão, cria gadoChuva em janeiro não é perdida: se não ajudar o cereal, faz a erva que alimenta o gado.
- Janeiro seco, vilão ricoJaneiro sem chuva era promessa de fartura para o homem da terra.
- Janeiro geoso e fevereiro chuvoso fazem o ano formosoGeada em janeiro e chuva em fevereiro: a receita popular do bom ano.
- Não há luar como o de janeiro, nem amor como o primeiroO luar de janeiro é o mais claro do ano, e o primeiro amor não tem igual.
- Em janeiro, cada ovelha com seu cordeiroEm janeiro, cada ovelha já deve ter o seu cordeiro ao pé: é o mês das crias.
- Ao luar de janeiro se conta o dinheiroAs noites limpas de janeiro são tão claras que dá para contar dinheiro ao luar.
- Por São Sebastião, uma hora tem o dia, e quem bem contar, hora e meia achariaA 20 de janeiro, o dia já cresceu «uma hora» desde o solstício, e a conta generosa acha hora e meia.
- Por São Vicente, alça a mão da sementeA 22 de janeiro, param as sementeiras: alçar a mão é deixar de semear.
- Fevereiro chuvoso faz o ano formosoChuva em fevereiro é promessa de bom ano.
- Fevereiro, mês fagueiro, tem vinte e oito dias; se tivesse mais quatro, não ficava cão nem gatoFevereiro é curto por sorte: com mais quatro dias de rigor, não escapava ninguém.
- Em fevereiro, cada sulco seu regueiroEm fevereiro deve chover ao ponto de cada rego da lavoura correr como um regueiro.
- Quando não chove em fevereiro, nem bom prado nem bom centeioSem chuva em fevereiro, não há erva para o gado nem centeio para o celeiro.
- Fevereiro enxuto rói mais pão que quantos ratos há no mundoFevereiro sem chuva come a colheita futura: rói mais do que os ratos todos juntos.
- Fevereiro, cada gota vale dinheiroA chuva de fevereiro paga-se em colheita: cada gota é dinheiro ao fim do ano.
- Por São Matias, noites iguais aos diasPelo São Matias, os dias já emparelham com as noites: o inverno vai de saída.
- Junho quente, julho ardenteAo junho quente costuma seguir-se um julho de brasa.
- Maio pardo e junho claro valem mais que os bois e o carroMaio encoberto e junho luminoso valem mais do que a maior riqueza da lavoura.
- Em junho, foicinha em punhoEm junho começa a ceifa: a foicinha já anda na mão.
- Pelo São João, a sardinha pinga no pãoNo São João, a sardinha está no ponto: assada, pinga no pão que a espera.
- Pelo São João, deve o milho cobrir o chãoA 24 de junho, o milho semeado na primavera já deve tapar a terra: sinal de sementeira em dia.
- Pelo São João, ceifa o pãoNo São João, a 24 de junho, o trigo está no ponto: é tempo de ceifar.
- Chuva de São João tira vinho e não dá pãoChuva no São João estraga dois ao preço de um: faz mal à vinha e já não aproveita ao cereal.
- Até ao São João, não te fies no verãoAntes de 24 de junho, o calor não é de confiança: o verão só assina no São João.
- Depois de São João, tira a capa e vende o gabãoPassado o São João, o frio acabou de vez: o agasalho pode sair de casa, até para a venda.
- Maio, mês das flores, mês dos amoresMaio é o mês da flor e do namoro: tudo desabrocha ao mesmo tempo.
- Água de maio, pão para todo o anoA chuva de maio garante o pão do ano inteiro.
- Maio chuvoso, ano formosoChuva em maio ainda faz o ano.
- Maio frio e junho quente, bom pão, vinho valenteMaio fresco e junho quente prometem trigo farto e vinho com força.
- Em maio, a sardinha pinga no pãoEm maio a sardinha já vem gorda: assada, pinga no pão posto por baixo.
- Abril e maio são a chave de todo o anoO ano agrícola decide-se em abril e maio: o que esses meses fizerem, o ano confirma.
- Março ventoso, abril chuvoso, fazem maio florido e formosoVento em março e chuva em abril preparam o maio das flores.
- Março seco, abril molhado, fazem o ano abastadoMarço seco e abril de chuva: a receita do ano farto.
- Março chuvoso, ano formosoChuva em março é sinal de bom ano.
- A vinte e cinco de março, o cuco há de ser ouvido; se não for vivo, é morto ou perdidoAté 25 de março deve ouvir-se o cuco; se não se ouvir, aconteceu-lhe alguma.
- Quem em março poda a vinha, vindima na canequinhaPodar em março é podar tarde: a vindima sai tão minguada que cabe numa caneca.
- Páscoa em março, ou fome ou mortaçoPáscoa cedo, ainda em março, era tida como agoiro de mau ano: fome ou mortandade.
- Abril molhado, ano abastadoChuva em abril enche o ano: colheita farta à vista.
- Abril frio e molhado enche o celeiro e farta o gadoAbril fresco e chuvoso enche o celeiro e o pasto.
- Abril frio, pão e vinhoUm abril fresco promete celeiro e adega cheios.
- Abril molhado e maio ventoso fazem o ano formosoChuva em abril e vento em maio: a receita dupla do bom ano.
- Guarda pão para maio e lenha para abrilNão gastes as reservas cedo: abril ainda pede lume e maio ainda come do pão velho.
- Abril, abril, queima a velha o carro e o carrilAbril ainda arrefece a valer: a velha da história, confiada na primavera, acabou a queimar a madeira toda de casa para se aquecer.
- Quando em abril trovejar, o lavrador deve folgarTrovoada em abril é boa notícia: o lavrador pode alegrar-se.
- Em abril, cada gota vale por milA chuva de abril vale ouro: cada gota conta por mil.
- A três de abril o cuco há de virAté 3 de abril deve ouvir-se o cuco: é o relógio da primavera.
- Em julho, foice ao punhoJulho é o mês forte da ceifa: foice na mão e pouca conversa.
- Julho, mês de pouco molhoJulho é seco: pouca chuva, pouco «molho» vindo do céu.
- Por Santa Marinha, vai ver a tua vinhaEm meados de julho, a vinha pede visita: é altura de vigiar o bago que engorda.
- Por São Tiago, pinta o bagoPelo São Tiago, a 25 de julho, a uva começa a mudar de cor: o bago pinta.
- Em agosto, toda a fruta tem gostoAgosto é o mês da fruta no ponto: tudo sabe ao que deve saber.
- Em agosto, ardem os montes e secam as fontesAgosto é o mês do fogo e da sede: ardem os montes, secam as fontes.
- Água de agosto, mel e mostoChuva certa em agosto engorda as duas doçuras do fim do verão: o mel e o mosto.
- Agosto, mês de desgostoAgosto tem má fama: seca, calor e desgostos rimados.
- Pelo São Lourenço, vai à vinha e enche o lençoA 10 de agosto já se provam as primeiras uvas: o lenço enche-se de cachos tempores.
- Outubro chuvoso faz o ano formosoChuva em outubro é promessa de bom ano.
- Por São Francisco, semeia o trigoAssocia o início de outubro (São Francisco, dia 4) à época tradicional da sementeira do trigo.
- Por São Simão, favas no chãoAponta o fim de outubro (São Simão, dia 28) como o tempo de semear as favas.
- Por São Simão e São Judas, semeia as tuas favasAponta o fim de outubro (São Simão e São Judas, dia 28) como o tempo de meter as favas à terra.
- Agosto amadurece, setembro vindimaAgosto acaba de amadurecer a uva, setembro colhe-a: cada mês no seu ofício.
- Setembro quente e seco faz o lavrador ricoSetembro de sol e sem chuva enche a adega e o bolso do lavrador.
- Setembro ou seca as fontes ou leva as pontesSetembro não tem meio-termo: ou seca tudo ou chove de levar pontes.
- Pelo São Mateus, vindimam os sisudos e semeiam os sandeusA 21 de setembro, vindimar é de sensatos; semear, de tolos: ainda é cedo para o grão.
- Pelo São Mateus, pega nos bois e lavra com DeusA 21 de setembro começam as lavras de outono: bois ao jugo e mãos à terra.
- Pelo São Miguel, vindima o teu parreiralMarca o fim de setembro (São Miguel, dia 29) como o prazo da vindima: quem ainda tem uvas na parreira, que as apanhe.
- Pelo São Miguel, já o figo sabe a melNo fim de setembro, o figo está no ponto: doce como mel.
- Muita parra e pouca uvaMuito aparato, pouca substância: folha por fora, nada por dentro.
- Verão de São Martinho são três dias e mais um bocadinhoO bom tempo de novembro é curto: três dias e pouco mais.
- Natal à lareira, Páscoa na eiraNatal frio e Páscoa amena: cada festa no seu tempo próprio.
- No Natal, cada ovelha no seu curralPelo Natal, cada um em sua casa: a festa quer os seus recolhidos.
- Pelo Natal, salto de pardalPelo Natal, os dias já crescem, mas tão pouco que o aumento é um salto de pardal.
- Se queres bom alhal, planta-o pelo NatalO alho quer-se plantado no inverno: pelo Natal, para colher no verão.
- Quem vareja antes do Natal, deixa azeite no olivalVarejar a azeitona cedo demais é perder azeite: antes do Natal, diz a regra antiga, o fruto ainda não rendeu tudo.
- Dezembro molhado, janeiro geadoDiz a tradição que à chuva de dezembro se segue a geada de janeiro.
- Dezembro chuvoso, ano ditosoChuva em dezembro é sinal de ano feliz.
- Dezembro frio, calor no estioInverno rigoroso em dezembro, verão quente a seu tempo: o ano nos eixos.
- Em dezembro, treme o frio em cada membroDezembro é mês de frio a valer, que se sente no corpo inteiro.
- Em dezembro, chuva, em agosto, uvaO ano vinhateiro quer chuva no inverno: quem espera uva em agosto precisa de água em dezembro.
- A ambição é filha do orgulhoA ambição desmedida nasce do orgulho: quer-se mais porque se acha que se merece tudo.
- Errar é humanoCometer erros faz parte da natureza humana e ninguém está livre de se enganar.
- Ninguém está bem com a vida que temRefere-se à tendência humana para estar insatisfeito com a própria situação e desejar aquilo que não possui, mesmo quando a sua vida não é necessariamente má.
- Mar calmo não faz bom marinheiroSem dificuldades não há aprendizagem: o marinheiro faz-se no mar bravo.
- Quem ri por último ri melhorAconselha a não celebrar uma vitória antes de o resultado estar decidido, porque uma situação aparentemente favorável ainda pode inverter-se.
- Cada sujeito com seu defeitoTodas as pessoas têm defeitos, imperfeições ou características menos positivas.
- Mais vale um pé que duas muletasEntre duas situações desfavoráveis, é preferível aquela que representa um mal menor.
- Na vida, nem tudo são rosasA vida não é constituída apenas por momentos bons, agradáveis ou fáceis, e as dificuldades fazem inevitavelmente parte dela.
- O pior cego é aquele que não quer verNão há cegueira como a voluntária: quem não quer ver, não vê.
- A sabedoria vem de Deus e a astúcia do demónioSaber é dom, manha é tentação: a sabedoria tem uma origem, a astúcia outra.
- A falar é que a gente se entendeConversando é que se resolve: o entendimento faz-se pela palavra.
- O dinheiro não mata a fomeO dinheiro, por si só, não satisfaz as necessidades humanas: é apenas um meio para obter aquilo de que precisamos.
- Guerra avisada não mata soldadosQuando somos antecipadamente alertados para um perigo ou dificuldade, podemos preparar-nos melhor e reduzir as suas consequências.
- Faz-se o caminho a andarMuitas vezes não existe um percurso completamente definido antes de começarmos, e são as decisões e as experiências que vão construindo o nosso próprio caminho.
- Não dês pérolas a porcosNão se deve oferecer algo valioso a quem não tem capacidade ou vontade de reconhecer o seu valor.
- A esperança é a última a morrerEnquanto há vida, há esperança: ela fica até ao fim.
- À desgraça ninguém fogeDo azar destinado não há fuga: quando a desgraça procura, encontra.
- Dente por dente, olho por olhoExpressa o princípio de que a punição deve corresponder ao dano causado.
- A vida não tem preçoNenhum valor paga uma vida: com ela não há troca que valha.
- Mãos frias, coração quenteMãos frias, dizem, são sinal de coração quente: a frieza é só por fora.
- Cada um é como éCada pessoa possui a sua própria personalidade, maneira de pensar e características, e nem sempre é possível ou razoável esperar que seja diferente.
- Em casa de ferreiro, espeto de pauUsa-se quando alguém possui conhecimentos, capacidades ou recursos numa determinada área, mas não os aplica em benefício próprio.
- A culpa morreu solteiraUsa-se ironicamente quando acontece algo de errado, mas ninguém assume a responsabilidade.
- Manda quem pode, obedece quem tem juízoO poder manda; a sensatez obedece, mesmo sem concordar.
- Depois da batalha, aparecem os valentesCritica aqueles que só demonstram coragem, dão opiniões ou afirmam que teriam feito melhor depois de o perigo ou a dificuldade já terem passado.
- Coração que suspira não tem o que desejaOs suspiros podem revelar saudade, desejo ou insatisfação por algo que ainda não se possui.
- A beleza está nos olhos de quem a vêA beleza é subjetiva e depende da pessoa que observa: aquilo que alguém considera belo pode não provocar a mesma reação noutra pessoa.
- A mentira tem pernas curtasUma mentira dificilmente consegue manter-se durante muito tempo, porque acaba por surgir uma contradição ou por a verdade ser descoberta.
- Há sempre uma primeira vez para tudoTudo o que nunca aconteceu pode acontecer: as estreias não avisam.
- Não há proveito sem custoPara obter uma vantagem, benefício ou resultado é normalmente necessário fazer algum esforço, enfrentar um sacrifício ou suportar algum tipo de custo.
- O futuro a Deus pertenceNinguém consegue saber com certeza aquilo que irá acontecer, e o futuro está fora do nosso controlo.
- O medo é o pai da crençaAcredita-se com medo: onde há susto, nasce fé.
- De manhã se começa o diaAs tarefas devem ser iniciadas atempadamente, e começar cedo permite aproveitar melhor o tempo disponível.
- Quem anda à chuva, molha-seQuem se expõe sujeita-se às consequências: andar à chuva é sair molhado.