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Provérbio

A beleza está nos olhos de quem a vê

A beleza é subjetiva e depende da pessoa que observa: aquilo que alguém considera belo pode não provocar a mesma reação noutra pessoa.

É o árbitro oficial das discussões de gosto: a casa que uns acham um encanto e outros um mamarracho, o quadro caro que o vizinho jura que fazia igual, o cão feioso que o dono acha lindo, e é. A formulação moderna popularizou-se em inglês no século XIX, pela escritora Margaret Wolfe Hungerford; a ideia é velha como o primeiro desacordo. Encerra conversas sem vencedor, que é o seu grande serviço.

O limite é o terreno: vale para gostos, não para factos. A beleza mora nos olhos de quem vê; as contas, os prazos e as medidas moram fora deles, e não há provérbio que as mude.

Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.

A beleza está nos olhos de quem a vê.

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