Dente por dente, olho por olho
Expressa o princípio de que a punição deve corresponder ao dano causado.
É a lei de talião em versão de bolso: o castigo à medida exata do dano, nem mais nem menos. Vem dos códigos antigos do Próximo Oriente e da Bíblia, e o que hoje soa a vingança nasceu como travão dela: fixar o preço do olho era impedir que se cobrasse uma cabeça.
Diz-se a prometer troco certo e a descrever desforras já consumadas, quase sempre fora de qualquer tribunal: nas guerras de vizinhos, nas picardias de família, nos desportos de contacto.
O limite mora na própria história: os sistemas de justiça abandonaram a conta olho a olho, e a sabedoria que fica é a da proporção, não a da desforra. Quem o cita como programa de vida está a citar a parte que a frase vinha corrigir.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.
Dente por dente, olho por olho.