A cavalo dado não se olha o dente
O que é oferecido não se examina nem se critica: aceita-se com gratidão.
Olhar o dente era o exame do comprador, que pela dentição avaliava a idade do cavalo; fazê-lo a um presente é desconfiança e má-criação. O provérbio corre a Europa desde a Antiguidade tardia com o mesmo cavalo. Diz-se a quem torce o nariz a ofertas, heranças e favores.
O limite tem nome de cidade: Troia. Quando o presente traz obrigações, contrapartidas ou um exército lá dentro, olhar o dente deixa de ser má-criação e passa a ser juízo. A gratidão deve-se às ofertas, não às armadilhas embrulhadas.
Revisão editorial de Rogério Junior · atualizada a 6 de outubro de 2026.
A cavalo dado não se olha o dente.