Desesperava por não ter mais formosura, e ser mais digna de ti.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Quinta e Última (trad. Morgado de Mateus)Verificada
As palavras para cada ocasião.
Uma frase sem fonte é um boato bem escrito. Metade do que circula em português atribuído a Pessoa, a Camões ou a Florbela Espanca nunca foi escrito por eles, e ninguém verifica porque verificar dá trabalho e copiar não dá nenhum.
Aqui cada frase diz a obra de onde saiu. Quando vem de um poema publicado neste site, a ligação está por baixo da frase: carrega e lê o verso no meio dos outros. Quando vem de prosa, dizemos a obra e a edição onde a conferimos.
528 frases de autores de domínio público, todas conferidas contra o texto original.
Desesperava por não ter mais formosura, e ser mais digna de ti.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Quinta e Última (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Conheço demasiadamente qual é a força do meu destino, para diligenciar superá-lo… Hei de ser infeliz toda a minha vida!
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Quinta e Última (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Quero que todos o saibam; não faço mistérios dela, e tenho a maior satisfação de tudo quanto fiz por amor de ti, contra todas as regras do decoro.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Quarta (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Não me arrependo, contudo, de haver-te adorado.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Quarta (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Todas as pessoas que tratam comigo presumem que estou louca.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Quarta (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Não posso acusar-me de ter um só momento desejado não te amar.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Quarta (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Muito quisera nunca haver posto os olhos em ti.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Terceira (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Não sei nem o que sou, nem o que faço, nem o que desejo. Mil tormentos contrários me despedaçam!
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Terceira (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Custa-me mais acabar esta carta do que te custou deixar-me, talvez para sempre.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Segunda (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Parece-me que te falo quando te escrevo, e que me estás algum tanto mais presente… A primeira que te escrever não será nem tão extensa, nem tão enfadonha.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Segunda (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Verdade é que, amando-te, gozei deleitações maravilhosas, mas custam-me hoje penas extraordinárias!
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Segunda (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Ama-me constantemente, e faze-me padecer ainda maiores males.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Primeira (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Parece-me que, separando-nos, fez-nos todo o mal que podíamos temer.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Primeira (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Deixa de encher as tuas cartas de ociosidades: não me escrevas que me lembre de ti.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Primeira (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Dediquei-te a minha vida apenas te vi, e sinto algum gosto em fazer-te dela sacrifício.
Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly (1669, atribuição disputada), Carta Primeira (trad. Morgado de Mateus)Verificada
Quem tem no coração um segredo que de todos quer recatar, trahe-o muitas vezes, à força de disfarçal-o.
Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871), capítulo XXIVVerificada
O mundo é assim em toda a parte, rapaz; e é preciso fazer a vista grossa para certas coisas.
Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871), capítulo XIIVerificada
A esperança impele-nos para diante, e mostra-nos um esplendido ámanhã; esqueçamos portanto a escuridade de hoje.
Uma Família Inglesa (1868), capítulo VVerificada
O pensar com os olhos fechados é só bom quando se trata de coisas puramente metafísicas; mas procurar assim regras de procedimento na vida é imprudente.
Uma Família Inglesa (1868), capítulo XXIXVerificada
É notavel a importancia que, n'estas cousas de coração, damos à opinião alheia!
Uma Família Inglesa (1868), capítulo XIXVerificada
Não há posição social, situação na vida, por mais abjeta e precaria que pareça, que não tenha a sua aristocracia.
Uma Família Inglesa (1868), capítulo VIIIVerificada
O homem indiferente aos aplausos das turbas nunca será poeta nem artista de verdadeira inspiração.
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo XVIIIVerificada
É uma triste verdade esta da pouca ou nenhuma fé que se tem no desinteresse dos outros!
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo XXXIVerificada
O homem não pode dividir-se; os pecados sociaes de quem é virtuoso nos lares domesticos, pagam-se, expiam-se n’esses mesmos lares.
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo XXIIVerificada
A luta da vida pode embriagar-te, filho, mas não te fará feliz.
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo XIIVerificada
Quem devéras confia nos destinos da humanidade não tem medo das lágrimas.
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo XXIVerificada
É sombria a saudade n’aquelas idades, porque as esperanças são já muito debeis para lhe darem luz.
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo XVIVerificada
O homem positivo e frio recolhe de qualquer excursão à patria com a carteira cheia de apontamentos; o enthusiasta e poeta nem uma data regista.
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo IVerificada
O perfume da saudade é como o de certas flores, que só se percebe quando de longe o recebemos.
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo IIVerificada
A bondade é um rico manancial, que brota lágrimas ao toque da menor commoção.
A Morgadinha dos Canaviais (1868), capítulo IIVerificada
As pessoas mais sisudas e graves têm momentos na vida, durante os quais, a sós consigo, se entregam a distrações de crianças.
As Pupilas do Senhor Reitor (1867), capítulo XXIVVerificada
Adquirira já o hábito da tristeza e das lágrimas, e este, como todos os hábitos, não se perde facilmente.
As Pupilas do Senhor Reitor (1867), capítulo IXVerificada
Vai experimentar outras sensações, e à força de distrair os sentidos, é raro que não acabe por distrair o coração.
As Pupilas do Senhor Reitor (1867), capítulo VIVerificada
Há ingratos, mas os ingratos demitem-se, prendem-se, perseguem-se.
Quincas Borba (1891), capítulo CVerificada
Não é que os óbolos enriqueçam a ninguém, mas há outras moedas de maior valia.
Quincas Borba (1891), capítulo CLIXVerificada
Não é só nas ações que a consciência passa gradualmente da novidade ao costume, e do temor à indiferença.
Quincas Borba (1891), capítulo CLXIIIVerificada
Coroa de espinhos, bofetadas, madeiro, e afinal morre-se na cruz das ideias, pregado pelos cravos da inveja, da calúnia e da ingratidão.
Quincas Borba (1891), capítulo CVerificada
Às vezes, o que parece desgraça é felicidade.
Quincas Borba (1891), capítulo CLXXVVerificada
Moléstia e saúde eram dois caroços do mesmo fruto, dois estados de Humanitas.
Quincas Borba (1891), capítulo VIIIVerificada
O desejo de saber tudo era, em resumo, a esperança de descobrir que não havia nada.
Quincas Borba (1891), capítulo CVerificada
Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
Quincas Borba (1891), capítulo VIVerificada
Não lhe bastava ser casada entre quatro paredes e algumas árvores; precisava do resto do mundo também.
Dom Casmurro (1899), capítulo CIIVerificada
A recordação de uns simples olhos basta para fixar outros que os recordem e se deleitem com a imaginação deles.
Dom Casmurro (1899), capítulo CVIIVerificada
A vida é tão bela que a mesma ideia da morte precisa de vir primeiro a ela, antes de se ver cumprida.
Dom Casmurro (1899), capítulo CXXXIIIVerificada
Há remorsos que não nascem de outro pecado, nem têm maior duração.
Dom Casmurro (1899), capítulo CXVIIIVerificada
A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre, por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente.
Dom Casmurro (1899), capítulo LXVIVerificada
A vida era para mim a pior das fadigas, que é a fadiga sem trabalho.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo CLVIIVerificada
A onça mata o novilho porque o raciocínio da onça é que ela deve viver, e se o novilho é tenro tanto melhor: eis o estatuto universal.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo VIIVerificada
De um ou de outro modo, é uma boa solda a opinião, e tanto na ordem doméstica como na política.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo CXIIIVerificada
Há umas plantas que nascem e crescem depressa; outras são tardias e pecas.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo LIIIVerificada
A questão, porém, não é de pão, é de manteiga.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo XLVIVerificada
O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo PrefácioVerificada
Não há moralista grego ou turco, cristão ou muçulmano, que não troveje contra o sentimento da inveja.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo CXVIIVerificada
A taxa da dor é como a moeda de Vespasiano; não cheira à origem, e tanto se colhe do mal como do bem.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo CLIIVerificada
Gregos, sub-gregos, anti-gregos, toda a longa série dos homens tem-se debruçado sobre o poço, para ver sair a verdade, que não está lá.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo CIXVerificada
Vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo CXLIVerificada
Não havia ali a atmosfera somente da águia e do beija-flor; havia também a da lesma e do sapo.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo XXXIVVerificada
O derradeiro homem, ao despedir-se do sol frio e gasto, há de ter um relógio na algibeira, para saber a hora exata em que morre.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo LIVVerificada
Não havendo nada que perdure, é natural que a memória se esvaeça, porque ela não é uma planta aérea, precisa de chão.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo CXLIXVerificada
Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), capítulo XXVIIVerificada