pois, onde quer que me vá, tão certa esta morte está, que com vosco matar-m'aa e sem vos não viverei.
Frases sobre morte
27 frases sobre morte, tiradas de poemas de domínio público publicados neste site. Debaixo de cada uma está o poema de onde saiu.
-Ai que saüdades da morte...
Perpetua escuridão, perpetua chama,
Epistola a Marilia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Pavorosa ilusão da Eternidade, Terror dos vivos, carcere dos mortos;
Epistola a Marilia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
De Elmano eis sobre o mármore sagrado A lira em que chorava ou ria Amores; Ser deles, ser das Musas foi seu fado: Honrem-lhe a lira vates e amadores.
Epitáfio (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
É tão triste morrer na minha idade!
O sol morreu... e veste luto o mar...
São os Titans, os filhos da Terra, Que dançam da morte do marinheiro
O mais é carne, cujo pó A terra espreita.
Ó minha pobre mãe!... Não te ergas mais da cova, Olha a noite, olha o vento. Em ruina a casa nova...
Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho, de Camilo PessanhaVerificada
Oh! Quem podesse deslisar sem ruido! No chão sumir-se, como faz um verme...
Adormecei. Não suspireis. Não respireis.
Felizes vós, ó mortos da batalha!
Depois da luta e depois da conquista, de Camilo PessanhaVerificada
Urnas quebradas! Blocos de gelo...
Firo, mas salvo... Prostro e desbarato, Mas consólo... Subverto, mas resgato... E, sendo a Morte, sou a Liberdade.
Mors liberatrix, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada
Pois não era melhor na paz clemente Do nada e do que ainda não existe, Ter ficado a dormir eternamente?
Divina Comedia, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada
Um muro de silêncio e treva em torno, E ao longe os passos sepulcrais da Morte.
Elogio da Morte, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada
Eu não busco o teu corpo... Era um troféu Glorioso demais... Busco a tua alma — Respondi-lhe: «A minha alma já morreu!»
Anima mea, em Sonetos (1880), de Antero de QuentalVerificada
Ou caíra radioso, amortalhado Na fulva luz dos gladios reluzentes!
Enquanto outros combatem, em Primaveras românticas (1872), de Antero de QuentalVerificada
Há mil anos, e mais, que aqui estou morto, Posto sobre um rochedo, à chuva e ao vento:
Palavras d'um certo morto, em Odes modernas (1875), de Antero de QuentalVerificada
Assim a Morte diz. Verbo velado, Silencioso intérprete sagrado Das coisas invisíveis, muda e fria,
Noite sem termo, noite do Não-ser!
Um silêncio de morte se engolfava.
Tu que passas, descobre-te! Ali dorme O forte que morreu.
Chegou a estação gelida; Foi para te matar.
A costureira, e o pintasilgo morto, de Alexandre HerculanoVerificada
Como te cai folha e folha A morte me segue assim.
Como tu vens cercado de esperança, Para o inocente, ó plácido sepulcro!