A Sorte é implacável, Dos males, que dispõe, não se arrepende,
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
As palavras para cada ocasião.
Cada uma diz de que obra saiu e em que ponto dela.
A Sorte é implacável, Dos males, que dispõe, não se arrepende,
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Foi lei dos fados a imprudência tua.
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Foram-lhe algozes Os seus extremos; Mortais, amemos, Mas não assim.
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Não, não fui eu: somente a natureza Sabe fazer tão subitos prodigios:
A temerosa Olinda é quem me escreve, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Alzira, sou feliz!... Quanto te devo!...
Alzira, sou feliz!, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Amar dentro do peito uma donzela;
Amar dentro do peito uma donzela, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Que não pode cantar com melodia Um peito, de gemer cansado e rouco.
Chorosos versos meus desentoados, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza Destas copadas árvores o abrigo:
Convite a Marília, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Quanto me agrada mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza!
Convite a Marília, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Assim a sabia mão da Natureza, A passos insensiveis caminhando Maravilhas em nós produz, que assombram.
Conheço de teus males a vehemencia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Somos na infancia apenas um bosquejo
Conheço de teus males a vehemencia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Fala, não temas exprimir-te, Olinda,
Com que satisfação, com que alegria, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Aos meus és inocente, e assim te julgo.
Com que satisfação, com que alegria, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Do recato das filhas temerosos Pensam os rudes pais, que em sopeal-as Alcançam extinguir o voraz fogo Que sopra a Natureza, e que ela atêa.
Com que satisfação, com que alegria, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Pede às moças ternura, e dão-lhe motes!
De cerúleo gabão não bem coberto, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Por uma vez se foi a minha alegria, Nem a mesma já sou, que outr′ora hei sido!
Elegia à morte de uma alcoviteira, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Não se aquieta o coração no peito, Não cabe n′ele, e viva chama no intimo Das entranhas ardente me devora, Sem que eu possa atinar a causa, a origem.
Elegia à morte de uma alcoviteira, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Aqueles passatempos, que na infancia Tão do peito queria, em ódio os tenho.
Elegia à morte de uma alcoviteira, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
De Elmano eis sobre o mármore sagrado A lira em que chorava ou ria Amores; Ser deles, ser das Musas foi seu fado: Honrem-lhe a lira vates e amadores.
Epitáfio (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Pavorosa ilusão da Eternidade, Terror dos vivos, carcere dos mortos;
Epistola a Marilia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Dogma funesto, detestavel crença, Que envenenas delicias inocentes!
Epistola a Marilia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Perpetua escuridão, perpetua chama,
Epistola a Marilia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Ponderai da Fortuna a variedade Nos meus suspiros, lágrimas e amores; Notai dos males seus a imensidade, A curta duração dos seus favores.
Incultas produções da mocidade, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Crédula, branda amiga, é falso, é falso: Longe a cega ilusão.
Fragmento de Algeu, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
A honra prézo mais que a própria vida,
Não chores, cara esposa, que o Destino, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Este peito, que vês, é diamantino.
Não chores, cara esposa, que o Destino, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Amor! Amor! Teus júbilos excedem Da loira abelha os engenhosos favos, Mais gratos são, que as flores, teus sorrisos.
O Ciúme (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Que as penas do profundo Também, também se encontram cá no mundo.
O Ciúme (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Sou a amar-te obrigado: Não é loucura o meu amor, é Fado.
O Ciúme (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Quanto gratas me são as tuas letras, Querida Alzira! Ao coração me falas!
Quanto gratas me são as tuas letras, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada