Amar dentro do peito uma donzela
Manuel Maria Barbosa du Bocage · (Amar dentro do peito uma donzella), p. 121
Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céos a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia noute na janela:
Fazel-a vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertal-a nos braços casta e bela:
Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de neve os dois pimpolhos:
Vel-a rendida em fim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo. (D)
Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.
Amar dentro do peito uma donzela;
Amar dentro do peito uma donzela, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
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