Manuel Maria Barbosa du Bocage
1765 a 1805 · obra em domínio público desde 1876
Poemas
- A empreza nocturna
- A Manteigui
- À morte de Leandro e Hero
- A temerosa Olinda é quem me escreve
- Alzira, sou feliz!
- Amar dentro do peito uma donzela
- Apre! Não mettas todo... Eu mais não posso...
- Aquele semi-clerigo patife
- Arreitada donzela em fofo leito
- Arte de Amar
- Bojudo fradalhão de larga venta
- Cagando estava a dama mais formosa
Frases
Cada uma diz de que obra saiu e em que capítulo.
A Sorte é implacável, Dos males, que dispõe, não se arrepende,
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Foi lei dos fados a imprudência tua.
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Foram-lhe algozes Os seus extremos; Mortais, amemos, Mas não assim.
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Brandas torrentes, que do ceu cahiam Pelas ruas abaixo susurravam;
A empreza nocturna, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Era tudo silêncio, e só se ouvia De quando em quando ao longe uma matraca.
A empreza nocturna, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Não, não fui eu: sómente a natureza Sabe fazer tão subitos prodigios:
A temerosa Olinda é quem me escreve, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Alzira, sou feliz!... Quanto te devo!...
Alzira, sou feliz!, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Amar dentro do peito uma donzela;
Amar dentro do peito uma donzella, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Se, lascivos do mundo, amais sem arte, Lede meus versos, amareis com ela.
Como és bela, meu bem! (então lhe digo)
Apre! Não mettas todo... Eu mais não posso..., de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Que não pode cantar com melodia Um peito, de gemer cansado e rouco.
Chorosos versos meus desentoados, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Direi também os beijos sussurrantes, Os intrincados nós das línguas ternas,
Cante a guerra quem fôr arrenegado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Estas glórias serão na fama eternas;
Cante a guerra quem fôr arrenegado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Porém o ver cagar a formosura Mete nojo à vontade mais gulosa!
Cagando estava a dama mais formosa, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza Destas copadas árvores o abrigo:
Convite a Marília, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Quanto me agrada mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza!
Convite a Marília, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Assim a sabia mão da Natureza, A passos insensiveis caminhando Maravilhas em nós produz, que assombram.
Conheço de teus males a vehemencia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Somos na infancia apenas um bosquejo
Conheço de teus males a vehemencia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Fala, não temas exprimir-te, Olinda,
Com que satisfação, com que alegria, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Aos meus és inocente, e assim te julgo.
Com que satisfação, com que alegria, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Do recato das filhas temerosos Pensam os rudes pais, que em sopeal-as Alcançam extinguir o voraz fogo Que sopra a Natureza, e que ela atêa.
Com que satisfação, com que alegria, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Pede às moças ternura, e dão-lhe motes!
De cerúleo gabão não bem coberto, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Foda-se a salvo, coma-se a punheta: Este o prazer da vida mais jocundo.
Dizem que o rei cruel do Averno immundo, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
E seja isto já; que é curta a edade, E as horas do prazer vôam ligeiras.
Dizem que o rei cruel do Averno immundo, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Dormia a sono solto a minha amada, Quando eu pé ante pé no quarto entrava:
Dormia a somno solto a minha amada, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Por uma vez se foi a minha alegria, Nem a mesma já sou, que outr′ora hei sido!
Elegia á morte de uma alcoviteira, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Não se aquieta o coração no peito, Não cabe n′ele, e viva chama no intimo Das entranhas ardente me devora, Sem que eu possa atinar a causa, a origem.
Elegia á morte de uma alcoviteira, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Aqueles passatempos, que na infancia Tão do peito queria, em odio os tenho.
Elegia á morte de uma alcoviteira, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
De Elmano eis sobre o mármore sagrado A lira em que chorava ou ria de amores. Ser deles, ser das Musas foi seu fado: Honrem-lhe a lira vates e amadores.
Epitáfio (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Pavorosa ilusão da Eternidade, Terror dos vivos, carcere dos mortos;
Epistola a Marilia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Dogma funesto, detestavel crença, Que envenenas delicias inocentes!
Epistola a Marilia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Perpetua escuridão, perpetua chama,
Epistola a Marilia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Olhos, que quem os viu não quer mais nada".
Eram oito do dia; eis a creada, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Ah! que fizeste? O céu teus passos mede! Anda, herético filho miserando, Levanta o dedo a Deus, perdão lhe pede!
Eu foder putas?... Nunca mais, caralho!, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Inimigo de hipócritas, e frades:
Magro, de olhos azues, carão moreno, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
«Aqui dorme Bocage, o putanheiro: Passou vida folgada, e milagrosa; «Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.»
Lá quando em mim perder a humanidade, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Ponderai da Fortuna a variedade Nos meus suspiros, lágrimas e amores; Notai dos males seus a imensidade, A curta duração dos seus favores.
Incultas produções da mocidade, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Crédula, branda amiga, é falso, é falso: Longe a cega ilusão.
Fragmento de Algeu, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Tosse o pai, foge a filha... Oh vida errada!
Mas se o pae acordar!... (Marcia dizia, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
A honra prézo mais que a propria vida,
Não chores, cara esposa, que o Destino, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Este peito, que vês, é diamantino.
Não chores, cara esposa, que o Destino, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Puta tem sido muita gente boa;
Não lamentes, oh Nise, o teu estado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Que isto de virgo e honra é tudo peta.
Não lamentes, oh Nise, o teu estado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
"Hei de seguir a lei da natureza!"
Pela rua da Rosa eu caminhava, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Amor! Amor! Teus júbilos excedem Da loira abelha os engenhosos favos, Mais gratos são, que as flores, teus sorrisos.
O Ciúme (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Que as penas do profundo Também, também se encontram cá no mundo.
O Ciúme (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Sou a amar-te obrigado: Não é loucura o meu amor, é Fado.
O Ciúme (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Pois se é isto o que tanto se namora, Em ti, mijo, em ti cago, oh formosura!
Piolhos cria o cabello mais dourado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Quanto gratas me são as tuas letras, Querida Alzira! Ao coração me falas!
Quanto gratas me são as tuas letras, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
"Agora temos porra; a ela, a ela, Que as horas de prazer voam ligeiras!"
Quando do gran Martinho a fatal Parca, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Obras usadas
- A temerosa Olinda é quem me escreve
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Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/amar-dentro-do-peito-uma-donzella/ - À morte de Leandro e Hero
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/a-morte-de-leandro-e-hero/ - A empreza nocturna
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/a-empreza-nocturna/ - Alzira, sou feliz!
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/alzira-sou-feliz/ - Arte de Amar
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/arte-de-amar/ - Chorosos versos meus desentoados
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/chorosos-versos-meus-desentoados/ - Cagando estava a dama mais formosa
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/cagando-estava-a-dama-mais-formosa/ - Conheço de teus males a vehemencia
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/conheco-de-teus-males-a-vehemencia/ - De cerúleo gabão não bem coberto
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/de-ceruleo-gabao-nao-bem-coberto/ - Dormia a somno solto a minha amada
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/dormia-a-somno-solto-a-minha-amada/ - Epitáfio (Bocage)
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/epitafio-bocage/ - Eram oito do dia; eis a creada
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/eram-oito-do-dia-eis-a-creada/ - Magro, de olhos azues, carão moreno
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/magro-de-olhos-azues-carao-moreno/ - Incultas produções da mocidade
Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/incultas-producoes-da-mocidade/ - Mas se o pae acordar!... (Marcia dizia
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Poema avulso, transcrito da Wikisource e publicado em /poemas/manuel-maria-barbosa-du-bocage/piolhos-cria-o-cabello-mais-dourado/ - Quanto gratas me são as tuas letras
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