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Poema

Eu foder putas?... Nunca mais, caralho!

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas (1900), p. 143

Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.

Eu foder putas?... Nunca mais, caralho! Hás de jurar-mo aqui, sobre estas Horas; E vamos, vamos já!... Porém tu choras? «Não senhor (me diz ele) eu não, não ralho:» Batendo sobre as Horas como um malho, «Juro (diz ele) só foder senhoras, Das que abrem por amor as tentadoras Pernas àquilo, que arde mais que o alho.» Co'a força do jurar esfolheando O sacro livro foi, e a ardente sede O fez em mar de ranho ir soluçando... Ah! que fizeste?... O céu teus passos mede! Anda, herético filho miserando, Levanta o dedo a Deus, perdão lhe pede!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Ah! que fizeste?... O céu teus passos mede! Anda, herético filho miserando, Levanta o dedo a Deus, perdão lhe pede!

Eu foder putas?... Nunca mais, caralho!, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

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