Ditos

As palavras para cada ocasião.

Adivinhas

As de sempre, com a resposta escondida por baixo. Toca para a ver, e não vale espreitar antes de pensar.

228 adivinhas no total.

Tem muitos dentes e não morde ninguém, e todas as manhãs te desembaraça o cabelo. O que é?

Anda sempre com os pés na cabeça. O que é?

Qual é a coisa que quanto mais se lhe tira, maior fica?

Qual é a coisa que quanto mais seca, mais molhada fica?

Tem coroa e não é rei, tem escamas e não é peixe, e é doce como o mel. O que é?

Tem cidades sem casas, rios sem água e florestas sem uma única árvore. O que é?

Uma caixinha branca, sem tampa nem fechadura, e lá dentro guarda um tesouro dourado. O que é?

Anda o dia inteiro e nunca sai do mesmo sítio, e à noite continua a andar. O que é?

Qual é a coisa que sobe todos os anos e nunca desce?

Tem gola e não tem pescoço, tem mangas e não tem braços, e abotoa-se à frente. O que é?

Anda contigo o dia inteiro e à noite fica a dormir debaixo da cama. O que é?

Sou branco como a neve, doce como o mel, e é a mim que vais buscar para adoçar o café. O que sou?

Qual é a letra que está mesmo no meio do mar?

Tem muitos olhos e não vê nada, vive debaixo da terra e acaba sempre na panela. O que é?

Tem folhas e não é árvore, fala contigo e não tem boca. O que é?

Anda devagarinho, leva a casa às costas e deixa um rasto brilhante por onde passa. O que é?

Acompanha-te sempre que há luz, cresce ao fim da tarde e desaparece quando escurece. O que é?

Uma velhinha com um só dente que chama toda a gente. O que é?

Qual é a coisa que quanto mais quente sai do forno, mais fresca se diz que está?

Sobe cheia e desce vazia, e sem ela a sopa não chega à boca. O que é?

Tem bico e não pica, tem asa e não voa, e assobia quando a água ferve. O que é?

Tem cabeça e não pensa, tem ponta e não fala, e prende o tecido sem o coser. O que é?

Tem dentes de ferro e passa o dia a comer madeira. O que é?

Nasce alta, vai ficando cada vez mais pequena enquanto trabalha, e acaba por desaparecer com a luz que deu. O que é?

Está sempre à tua frente e nunca o consegues ver. O que é?

Sou pequenina, tenho muitas saias e faço chorar quem me despe. O que sou?

Tem barbas e não é homem, tem dentes e não morde, e nasce no meio das folhas. O que é?

Qual é a coisa que quanto mais se anda, menos falta?

Tem teclas e não é computador, tem notas e não é dinheiro, e tem cauda e não é animal. O que é?

Tem quatro pernas e não anda, e todos os dias se põe antes da refeição. O que é?

Passeia pelo céu de noite, muda de feitio todos os dias e às vezes fica redonda como uma bola. O que é?

É verde por fora, vermelha por dentro, está cheia de pevides pretas e é a rainha do verão. O que é?

De manhã anda de quatro pés, ao meio-dia de dois e ao fim da tarde de três. O que é?

Corre sem pernas, tem leito e nunca dorme, tem margens e não é livro. O que é?

Basta dizeres o meu nome em voz alta para eu deixar de existir. O que sou?

Anda sempre molhada, vive fechada numa gruta e nunca apanha frio. O que é?

Sou feito de água, mas se me deitares dentro de água acabo por desaparecer. O que sou?

Tem chapéu e não tem cabeça, tem pé e não tem sapato, e nasce no bosque depois da chuva. O que é?

Quem o faz não é para si, quem o compra não é para usar, e quem o usa não chega a vê-lo. O que é?

Tem agulhas e não cose nada, está sempre verde e ao Natal enche-se de luzes. O que é?

Tem cabeceira e tem pés, mas não tem cabeça nem sabe andar, e é nela que passas um terço da vida. O que é?

Tem bico e não é ave, tem pena e não voa, e deixa palavras por onde passa. O que é?

Tem cauda e não é animal, sobe muito alto e fica sempre preso a um fio. O que é?

Tem dentes e não come nada, mas sem ele não entras em casa. O que é?

Nasço na oliveira, sou pequenina e amarga, e é de mim que sai o azeite. O que sou?

Ninguém me come sozinho, mas sem mim a comida não sabe a nada, e venho do mar. O que sou?

Quando o tempo está bom fico fechado num canto, e quando começa a chover abro-me todo. O que sou?

Está pendurado na parede, copia tudo o que fazes e nunca diz uma palavra. O que é?

Não tem corpo nem se deixa ver, mas empurra os barcos e faz girar os moinhos. O que é?

Nasce todas as manhãs a nascente e morre todas as tardes a poente. O que é?

Somos doze irmãos, uns com trinta dias e outros com trinta e um, e o mais novo é o mais curto de todos. Quem somos?

Somos sete irmãos, passamos sempre pela mesma ordem e nunca nos chegamos a encontrar. Quem somos?

Passa a vida a levar pancada na cabeça e só assim faz o seu trabalho. O que é?

Quanto mais trabalha, mais pequeno fica, e vai deixando o rasto no papel. O que é?

Somos vinte irmãs, dez em cima e dez em baixo, e cortam-nos sem que nos doa. Quem somos?

Qual é a coisa que quanto mais água lhe deitas, mais vazia fica?

Sou pequeno como um rato e guardo a casa como um leão. O que sou?

Sou de papel, levo um selo colado e viajo pelo correio sem sair do envelope. O que sou?

Nasço da uva, durmo numa pipa às escuras e quanto mais velho fico mais valho. O que sou?

É de barro, fica à sombra e guarda a água fresca mesmo no pico do verão. O que é?

Duas meninas à janela, veem tudo e não dizem nada.

Duas irmãs muito juntinhas, que nunca se podem ver.

Trinta e duas cadeirinhas, todas em fila, e uma velha faladeira que anda no meio delas.

Tenho coroa e não sou rei, tenho raiz e não sou planta.

Cinco irmãos, todos juntinhos, uns são grandes, outros pequeninos.

Cinco irmãos são, todos numa mão.

De dia está aberto, de noite está fechado.

Qual é coisa, qual é ela, que está sempre molhada e nunca se seca?

Qual é coisa, qual é ela, que quanto mais se tira, maior fica?

Qual é coisa, qual é ela, que bate, bate, e não se vê?

Sempre a bater, sempre a bater, nunca se cansa até morrer.

Qual é coisa, qual é ela, que tem boca e não fala?

Tem dentes e não morde, tem raiz e não é planta.

Qual é coisa, qual é ela, que tem pescoço e não tem cabeça?

Está no meio da cara e não é boca nem olho.

Qual é coisa, qual é ela, que tem asa e não voa?

Duas portas, duas janelas, por onde entra o ar sem se ver por elas.

Qual é coisa, qual é ela, que tem pernas e não anda?

Brancos são, na boca estão, servem para comer e também para sorrir.

Quatro irmãos muito unidos, um deitado e três erguidos.

Qual é coisa, qual é ela, que fala sem ter boca?

Tenho quatro pernas, mas não posso andar; sirvo para as pessoas se poderem sentar.

Qual é coisa, qual é ela, que cresce na cabeça e se corta sem doer?

Sou redondo como o Sol, tenho mais raios que o Sol; andando sempre à roda, nunca saio do meu lugar.

Nasce na cabeça, corta-se sem dor, quanto mais se corta, mais cresce em redor.

Anda sempre, sempre, sempre, e nunca sai do lugar.

Qual é coisa, qual é ela, que se corta muitas vezes e nunca chora?

Tenho cara e não tenho olhos, tenho ponteiros e não tenho mãos.

Duas conchas pequeninas, uma de cada lado, ouvem tudo, tudo, e não dizem nada.

Branca por dentro, verde por fora; se queres que te diga, espera lá fora.

Uma casa com duas janelas, por onde se vê o mundo.

Uma casinha branca, sem porta nem tranca.

Numa casinha branca, sem porta nem janela, mora uma senhora amarela.

Caixinha de bom parecer, não há carpinteiro que a saiba fazer.

Verde foi o meu nascimento, preto foi o meu viver; encarnado me vesti para a morte receber.

Alto está, alto mora; todos o veem, ninguém o adora.

Nasci na água, na água me criei; se me deitam na água, na água morrerei.

Branco é, galinha o põe, com azeite se come.

Tenho folhas e não sou árvore, tenho capa e não sou gente.

Fala sem ter boca, ouve sem ter ouvidos.

Quanto mais quente, mais fresco fica.

Abre e fecha sem ter mãos, e guarda lá dentro os cristãos.

Sou uma casa muito escura, sem porta nem janela; quem mora dentro de mim traz sempre luz amarela.

Tenho rabo e não sou cão, tenho dentes e não sou leão.

Tem olhos e não vê, tem água e não bebe.

Põe-me a mesa, tira-me a mesa, sem mim ninguém come à mesa.

Qual é coisa, qual é ela, que tem dentes e não come e corta madeira?

Qual é coisa, qual é ela, que tem pernas e costas, mas não anda nem se deita?

Qual é coisa, qual é ela, que tem quatro pés e não anda?

Qual é coisa, qual é ela, que quanto mais se usa, mais pequena fica?

Qual é coisa, qual é ela, que apaga tudo e fica cada vez mais suja?

Qual é coisa, qual é ela, que tem folhas e não é árvore?

Qual é coisa, qual é ela, que tem ponteiros e não cose?

Qual é coisa, qual é ela, que tem números e não sabe contar?

Qual é coisa, qual é ela, que abre portas e não entra?

Qual é coisa, qual é ela, que se abre quando chove e se fecha quando faz sol?

Qual é coisa, qual é ela, que anda pela casa toda e fica sempre num canto?

Qual é coisa, qual é ela, que quanto mais lhe batem, mais fala?

Qual é coisa, qual é ela, que tem cabeça e não pensa, e quando a esfregam arde?

Sou pequenina e picadinha, levo a linha atrás de mim.

Duas irmãs muito unidas, andam sempre às dentadas.

Qual é coisa, qual é ela, que tem gargalo e não tem cabeça?

Qual é coisa, qual é ela, que mostra tudo e não diz nada?

Qual é coisa, qual é ela, que tem olhos e não vê?

Qual é coisa, qual é ela, que tem dentes, mas não morde?

Qual é coisa, qual é ela, que anda sempre com a casa às costas?

Qual é coisa, qual é ela, que cai em pé e corre deitada?

Qual é coisa, qual é ela, que anda com os pés na cabeça?

Alta está, alta mora, todos a veem, ninguém a adora.

De noite anda, de dia está quieto; caça sem rede e dorme no tecto.

De noite apareço, de dia desapareço.

Tenho asas e não sou ave, pico e não sou alfinete; ando de flor em flor, e faço mel no cortiço.

Sou maior do que o mundo, e ninguém me pode ver.

Pequenina como um rato, guarda a casa como um cão.

O que é que passa diante do sol sem fazer sombra?

Qual é coisa, qual é ela, que quanto mais tira, maior fica?

Qual é coisa, qual é ela, que anda no céu e não tem pés?

Tem dentes e não come, tem barbas e não é homem.

Qual é coisa, qual é ela, que nasce no mar e morre na terra?

Corre, corre, sem ter pés; passa, passa, sem ter mãos.

Qual é coisa, qual é ela, que vem do mar para a terra a rolar?

Qual é coisa, qual é ela, que tem bico e não bica, tem asas e não voa?

Verde foi o meu nascimento, de luto me vesti, para dar luz ao mundo, mil tormentos padeci.

Tem coroa e não é rei, tem esporas e não é cavaleiro.

Verde por fora, vermelha por dentro, e com muitas meninas no seu aposento.

No alto vive, no alto canta; quando canta, o dia levanta.

Verde por fora, branca por dentro; se queres que te diga, espera um momento.

Qual é coisa, qual é ela, que tem dentes e não come?

Tem barbas e não é homem, tem dentes e não é gente.

Nasce verde, vive preto e morre vermelho.

Quanto mais seca, mais molhada fica.

Qual é coisa, qual é ela, que entra na água e não se molha?

O que é que anda sempre com os pés na cabeça?

O que é que tem olhos e não vê?

O que é que tem boca e não fala?

Corre, corre, sem ter pés; quanto mais corre, maior é.

Qual é coisa, qual é ela, que todos pisam e ela não se queixa?

Qual é coisa, qual é ela, que se veste de verde no verão e se despe no inverno?

Tem ramos e não tem braços, tem folhas e não é livro.

Redonda como uma bola, amarela como o sol; por dentro tem muitos filhos, todos de um só lençol.

Verde por fora, branca por dentro; se queres que te diga, espera.

Tenho coroa e não sou rei, tenho escamas e não sou peixe.

Verde por fora, vermelha por dentro, com muitas meninas pretas lá dentro.

Tenho camisa e casaco, sem remendo nem buraco; estoiro como um foguete, se alguém no lume me mete.

Tenho dentes e não como, tenho barbas e não sou homem.

Tenho capas e mais capas, mas não sou capitão; se me tiram as capas, fazem chorar.

Sou redonda e tenho olhos, mas não vejo nada.

Dentro de uma casinha branca, está uma menina amarela.

Branco é, galinha o põe.

Qual é coisa, qual é ela, que se parte antes de se usar?

Qual é coisa, qual é ela, que quanto mais se coze, mais dura fica?

Nasci na água, na água me criei; se me puserem na água, na água morrerei.

Verde foi o meu nascimento, amarelo me vesti; para me darem pancadas, branco me tornei.

Sou pequenina e redondinha, vermelha como uma paixão; tenho um pauzinho na cabeça e um caroço no coração.

Sou uma caixinha fechada, branca como o luar; ninguém me pode abrir sem primeiro me quebrar.

Sou redonda como uma bola, cheia de gomos por dentro; quem me tira a casca fora come-me logo num momento.

Amarela por fora, branca por dentro; tira-me a casca e come-me no momento.

Casca por fora, água por dentro; quem me parte, bebe-me no momento.

Numa casa encarnada, há muitas meninas sentadas; se a casa se parte, ficam todas espalhadas.

Qual é coisa, qual é ela, que veste os nus e despe os vestidos?

Qual é coisa, qual é ela, que quanto mais trabalha, mais curto fica?

Qual é coisa, qual é ela, que faz buracos e quanto mais tira, maior fica?

Qual é o ofício que trabalha de noite para os outros comerem de manhã?

Qual é o homem que trabalha com os pés?

Qual é o ofício que deixa todos de barba feita?

Qual é coisa, qual é ela, que anda sempre e nunca sai do lugar?

Qual é coisa, qual é ela, que tem cara e não tem boca, tem ponteiros e não tem mãos?

Qual é coisa, qual é ela, que não tem pernas e corre, não tem asas e voa?

Qual é coisa, qual é ela, que passa e nunca volta?

Qual é coisa, qual é ela, que tudo cura e tudo leva?

Qual é coisa, qual é ela, que ontem era amanhã e amanhã será ontem?

O que é que nasce todos os dias e morre todas as noites?

O que é que morre no fim do ano e nasce no princípio do outro?

São doze irmãos, todos têm trinta, e um deles só tem vinte e oito.

Qual é o mês que tem vinte e oito dias?

Trinta dias tem novembro, abril, junho e setembro; de vinte e oito há só um, e os mais têm trinta e um.

Sete irmãos são, cinco vão à feira e dois não.

Qual é coisa, qual é ela, que tem sete filhos e só dois descansam?

Tenho folhas e não sou árvore, tenho linhas e não sou comboio.

Sou comprido e fininho, tenho bico e não sou passarinho.

Quanto mais trabalho, mais pequeno fico.

Sou de pau, tenho carvão, escrevo sem ter mão.

Tenho dentes e não como, tenho costas e não ando.

Tem folhas sem ser árvore, tem saber sem ser pessoa.

Qual é coisa, qual é ela, que está no meio do mar?

Qual é coisa, qual é ela, que está no meio da rua?

O que é que está no meio do céu?

O que é que está no princípio da escola?

O que é que está no fim da aula?

O que é que está no princípio do livro?

O que é que está no fim do caderno?

Uma mãe tem seis filhas. Cada filha tem um irmão. Quantos filhos tem a mãe?

Num cesto há cinco maçãs. Como se dão as cinco maçãs a cinco meninos, ficando uma maçã no cesto?

Se há três maçãs e tiras duas, com quantas ficas?

Dois pais e dois filhos foram à escola. Cada um levou um livro. Ao todo levaram três livros. Como pode ser?

Qual é coisa, qual é ela, que tem dentes e não come, tem barbas e não é homem?

Qual é coisa, qual é ela, que tem cabeça, tem dentes, tem barbas e não é gente?

Sou redonda como a lua, branca como a cal; faço chorar muita gente sem lhe fazer mal.

Uma senhora muito asseada, com muitas saias nenhuma lavada.

Fui ao campo buscá-la, cheguei a casa chorei com ela.

No campo me criei, atada com verdes laços; quem chora por mim corta-me aos pedaços.

Capote sobre capote, capote do mesmo pano; se não te disser agora, não adivinhas para o ano.

Branca por dentro, verde por fora; se queres que te diga, espera.

Qual é coisa, qual é ela, que nasce verde, vive encarnada e morre preta?

Tem coroa e não é rei, tem escamas e não é peixe.

Qual é coisa, qual é ela, que nasce no mato, e vem para casa para nos aquecer?

Qual é a coisa, qual é ela, que tem folhas e não é árvore, tem letras e não fala?

Sou verde como o campo, mas campo não sou; falo como gente, mas gente não sou.

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