Arreitada donzela em fofo leito
Manuel Maria Barbosa du Bocage · (Arreitada donzella em fofo leito), p. 118
Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.
Arreitada donzela em fofo leito
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras subtis pachocho estreito:
De louro pelo um circulo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branca crica, nacarada e liza,
Em pingos verte alvo licor desfeito:
A voraz porra as guelras encrespando
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrando:
Gomo é inda boçal perde os sentidos:
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que veem a ser fodidos.
Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte
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