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Poema

Cagando estava a dama mais formosa

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas (1900), p. 134

Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.

Cagando estava a dama mais formosa, E nunca se viu cu de tanta alvura; Mas ver cagar, contudo, a formosura Mete nojo à vontade mais gulosa! Ela a massa expulsou fedentinosa Com algum custo, porque estava dura: Uma carta d'amores de alimpadura Serviu àquela parte malcheirosa: Ora mandem à moça mais bonita Um escrito d'amor, que lisonjeiro Afetos move, corações incita; Para o ir ver servir de reposteiro À porta, onde o fedor, e a trampa habita, Do sombrio palácio do alcatreiro!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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Mas ver cagar, contudo, a formosura Mete nojo à vontade mais gulosa!

Cagando estava a dama mais formosa, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

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