Convite a Marília
Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias, tomo I (1853), p. 18
Já se afastou de nós o inverno agreste
Envolto nos seus úmidos vapores;
Afértil primavera, a mãe das flores
O prado ameno de boninas veste:
Varrendo os ares o subtil Nordeste
Os torna azuis; as aves de mil cores
Adejam entre Zéfiros e Amores,
E toma o fresco Tejo a cor celeste:
Vem, ó Marília, vem lograr comigo
Destes alegres campos a beleza
Destas copadas árvores o abrigo:
Deixa louvar da corte a vã grandeza:
Quanto me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!
Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.
Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza Destas copadas árvores o abrigo:
Convite a Marília, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Quanto me agrada mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza!
Convite a Marília, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
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