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Poema

Magro, de olhos azuis, carão moreno

Manuel Maria Barbosa du Bocage · (Magro, de olhos azues, carão moreno), p. 129

Magro, de olhos azues, carão moreno, Bem servido de pés, meão na altura, Triste de faxa, o mesmo de figura, Nariz alto no meio, e não pequeno: Incapaz de assistir n′um só terreno, Mais propenso ao furor do que á ternura, Bebendo em niveas mãos por taça escura De zelos infernais lethal veneno: Devoto incensador de mil deidades, (Digo de moças mil) n′um só momento Inimigo de hypocritas, e frades: Eis Bocage, em quem luz algum talento: Sairam d′ele mesmo estas verdades N′um dia, em que se achou cagando ao vento.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Inimigo de hipócritas, e frades:

Magro, de olhos azues, carão moreno, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

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