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Poema

Lá quando em mim perder a humanidade

Manuel Maria Barbosa du Bocage · (Lá quando em mim perder a humanidade), p. 111

Lá quando em mim perder a humanidade Mais um d′aquelles, que não fazem falta, Verbi-gratia — o theologo, o peralta, Algum duque, ou marquez, ou conde, ou frade: Não quero funeral communidade, Que engrole sub-venites em voz alta; Pingados gatarrões, gente de malta, Eu também vos dispenso a caridade: Mas quando ferrugenta enchada idosa Sepulchro me cavar em ermo outeiro, Lavre-me este epitaphio mão piedosa: «Aqui dorme Bocage, o putanheiro: Passou vida folgada, e milagrosa; «Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.»

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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«Aqui dorme Bocage, o putanheiro: Passou vida folgada, e milagrosa; «Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.»

Lá quando em mim perder a humanidade, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

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