Não chores, cara esposa, que o Destino
Manuel Maria Barbosa du Bocage · (Não chores, cara esposa, que o Destino), p. 134
Não chores, cara esposa, que o Destino
Manda que parta, á guerra me convida;
A honra prézo mais que a própria vida,
E se assim não fizera, fora indigno.
«Eu te acho, meu Conde, tão menino
«Que receio...»— Ah! Não temas, não, querida;
A franceza nação será batida,
Este peito, que vês, é diamantino.
«Como é crivei que sejas tão valente?...»
Eu herdei o valor de avós, e paes,
Que essa virtude tem a illustre gente.
«Porém se as forças forem desiguais?»
Irra, Condessa! És muito impertinente!
Tornarei a fugir, que queres mais?
Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.
A honra prézo mais que a propria vida,
Não chores, cara esposa, que o Destino, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Este peito, que vês, é diamantino.
Não chores, cara esposa, que o Destino, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
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