Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Cante a guerra quem for arrenegado

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas (1900), p. 141

Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.

Cante a guerra quem for arrenegado, Que eu nem palavra gastarei com ela; Minha Musa será sem par canela Co'um felpudo coninho abraseado: Aqui descreverei como arreitado N'um mar de bimbas navegando à vela, Cheguei, propício o vento, à doce, àquela Enseada d'Amor, rei coroado: Direi também os beijos sussurrantes, Os intrincados nós das línguas ternas, E o aturado fungar de dois amantes: Estas glórias serão na fama eternas; Às minhas cinzas me farão descantes Fêmeos vindouros, alargando as pernas.

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

Partilhar

Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Direi também os beijos sussurrantes, Os intrincados nós das línguas ternas,

Cante a guerra quem for arrenegado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

Postal

Estas glórias serão na fama eternas;

Cante a guerra quem for arrenegado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

Postal

Mais poemas de Manuel Maria Barbosa du Bocage

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.