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Poema

Cante a guerra quem fôr arrenegado

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Soneto das Glórias Carnais

Cante a guerra quem for arrenegado, Que eu nem palavra gastarei com ele; Minha Musa será sem par canela Co'um felpudo coninho abraseado: Aqui descreverei com arreitado N'um mar de bimbas navegando à vela, Cheguei, propício o vento, à doce, àquela Enseada d'Amor, rei coroado: Direi também os beijos sussurrantes, Os intrincados nós das línguas ternas, E o aturado fungar de dois amantes : Estas glórias serão na fama eternas; Às minhas cinzas me farão descantes Fêmeos vindouros, alargando as pernas.
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Direi também os beijos sussurrantes, Os intrincados nós das línguas ternas,

Cante a guerra quem fôr arrenegado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

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Estas glórias serão na fama eternas;

Cante a guerra quem fôr arrenegado, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

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