Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

De cerúleo gabão não bem coberto

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias, tomo I (1853), p. 337

De cerúleo gabão não bem coberto, Passeia em Santarém chuchado moço, Mantido às vezes de sucinto almoço, De ceia casual, jantar incerto; Dos esburgados peitos quase aberto, Versos impinge por miúdo e grosso. E do que em frase vil chamam caroço, Se o quer, é vox clamantis in deserto. Pede às moças ternura, e dão-lhe motes! Que tendo um coração como estalage, Vão nele acomodando a mil peixotes. Sabes, leitor, quem sofre tanto ultraje, Cercado de um tropel de franchinotes? É o autor do soneto: é o Bocage!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

Partilhar

Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Pede às moças ternura, e dão-lhe motes!

De cerúleo gabão não bem coberto, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

Postal

Mais poemas de Manuel Maria Barbosa du Bocage

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.