Quando do gran Martinho a fatal Parca
Manuel Maria Barbosa du Bocage · Outro Soneto do Prazer Efêmero
Quando do grão Martinho a fatal Marca
O termo fez soar no seu chocalho,
Levou três dias a passar caralho
Do medonho Caronte a negra barca;
Eis no terceiro dia o padre embarca,
E o velho, que a ninguém faz agasalho,
Em prêmio quis só ter do seu trabalho
O gáudio de ver porra de tal marca:
Pegou-se ao cão trifauce a voz na goela
Ao ver de membro tal as dianteiras,
E Plutão a mulher pôs de cautela:
Porém Dido gritou às companheiras:
"Agora temos porra; a ela, a ela,
Que as horas de prazer voam ligeiras!"
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.
"Agora temos porra; a ela, a ela, Que as horas de prazer voam ligeiras!"
Quando do gran Martinho a fatal Parca, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
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