Ditos

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Poema

Bojudo fradalhão de larga venta

Manuel Maria Barbosa du Bocage · (Bojudo fradalhão de larga venta), p. 123

Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.

Bojudo fradalhão de larga venta, Abysmo imundo de tabaco esturro, Doutor na asneira, na ciência burro, Com barba hirsuta, que no peito assenta: No pulpito um domingo se apresenta; Préga nas grades espantoso murro; E acalmado do povo o gran sussurro O dique das asneiras arrebenta. Quatro putas mofavam de seus brados, Não querendo que gritasse contra as modas Um pecador dos mais desaforados: «Não (diz uma) tu, padre, não me engodas: Sempre me há de lembrar por meus pecados A noute, em que me deste nove fodas!»

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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