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Poema

Dormia a sono solto a minha amada

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Soneto do Lascivo Pezinho

Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.

Dormia a sono solto a minha amada, Quando eu pé ante pé no quarto entrava: E ao ver a linda moça, que arreitava, Sinto a porra de gosto alvoroçada: Ora do rosto eu vejo a nevada Pudibunda bochecha, que encantava; Outrora nas maminhas demorava Sôfrega, ardente vista embasbacada: Porém vendo sair dentre o vestido Um lascivo pezinho torneado, Bispo-lhe as pernas e fiquei perdido: Vai senão quando, o meu caralho amado Bem como Eneias acordava Dido, Salta-lhe ao pelo, pro seguir seu fado.

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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Dormia a sono solto a minha amada, Quando eu pé ante pé no quarto entrava:

Dormia a sono solto a minha amada, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

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