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Poema

Pela rua da Rosa eu caminhava

Manuel Maria Barbosa du Bocage · Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas (1900), p. 145

Poesia satírica de linguagem explícita, publicada como obra de época. Esta página não mostra publicidade e os versos dela não entram nas sugestões gerais do site.

Pela rua da Rosa eu caminhava Eram sete da noite, e a porra tesa; Eis puta, que indicava assaz pobreza, Co'um lencinho à janela me acenava: Quais conselhos? A porra fumegava; «Hei de seguir a lei da natureza!» Assim dizia, e efeituou-se a empresa; Prepúcio para trás a porta entrava: Sem que saúde a moça prazenteira Se arrima com furor não visto à crica, E a bela a mole-mole o cu peneira: Ninguém me gabe o rebolar d'Anica; Esta puta em foder excede a Freira, Excede o pensamento, assombra a pica!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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«Hei de seguir a lei da natureza!»

Pela rua da Rosa eu caminhava, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada

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