Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho

Camilo Pessanha · Quem polluiu, quem rasgou os meus lençoes de linho

Quem polluiu, quem rasgou os meus lençoes de linho, Onde esperei morrer,—meus tão castos lençoes? Do meu jardim exiguo os altos girassóis Quem foi que os arrancou e lançou no caminho? Quem quebrou (que furor cruel e simiesco!) A mesa de eu cear,—tabua tosca de pinho? E me espalhou a lenha? E me entornou o vinho? —Da minha vinha o vinho acidulado e fresco... Ó minha pobre mãe!... Não te ergas mais da cova, Olha a noite, olha o vento. Em ruina a casa nova... Dos meus ossos o lume a extinguir-se breve. Não venhas mais ao lar. Não vagabundes mais. Alma da minha mãe... Não andes mais á neve, De noite a mendigar ás portas dos casais.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

Partilhar

Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Ó minha pobre mãe!... Não te ergas mais da cova, Olha a noite, olha o vento. Em ruina a casa nova...

Quem polluiu, quem rasgou os meus lençoes de linho, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

Não venhas mais ao lar. Não vagabundes mais. Alma da minha mãe... Não andes mais á neve, De noite a mendigar ás portas dos casaes.

Quem polluiu, quem rasgou os meus lençoes de linho, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

Mais poemas de Camilo Pessanha

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.