Ditos

As palavras para cada ocasião.

Camilo Pessanha

1867 a 1926 · obra em domínio público desde 1997

Retrato ilustrado de Camilo Pessanha

Camilo Pessanha (1867-1926) é o poeta do simbolismo português, e coube-lhe quase inteiro num livro só, a Clepsidra, publicada em 1920 por insistência de amigos que lhe andavam a apanhar os versos. Formado em Direito em Coimbra, partiu em 1894 para Macau, onde foi professor e juiz, estudou a cultura chinesa e viveu agarrado ao ópio até morrer. Os poemas dele são música antes de serem sentido, feitos de imagens que se desfazem como água. Pessoa e a geração do Orpheu tinham-no por mestre. A Clepsidra deve o nome ao relógio de água: tempo que se escoa gota a gota, que é o assunto de quase todos os poemas. Pessanha compunha de cor e desfazia-se dos papéis; foi Ana de Castro Osório quem fez o livro acontecer, com o filho João de Castro Osório a recolher versos que o poeta recitava, e editou-o em Lisboa em 1920. Morreu em Macau, onde está sepultado. Aqui está com os sonetos e canções da Clepsidra, música pura em português.

Poemas

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Frases

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Obras usadas

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