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Poema

Esvelta surge! Vem das aguas, nua

Camilo Pessanha · Esvelta surge! Vem das aguas, nua

Esvelta surge! Vem das aguas, nua, Timonando uma concha alvinitente! Os rins flexiveis e o seio fremente... Morre-me a boca por beijar a tua. Sem vil pudôr! Do que ha que ter vergonha? Eis-me formoso, môço e casto, forte. Tão branco o peito!—para o expôr á Morte... Mas que ora—a infame!—não se te anteponha. A hidra torpe!... Que a estrangulo... Esmago-a De encontro á rocha onde a cabeça te ha-de, Com os cabelos escorrendo agua, Ir inclinar-se, desmaiar de amor, Sob o fervor da minha virgindade E o meu pulso de jovem gladiador.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Sem vil pudôr! Do que ha que ter vergonha?

Esvelta surge! Vem das aguas, nua, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

Morre-me a boca por beijar a tua.

Esvelta surge! Vem das aguas, nua, de Camilo PessanhaVerificada

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