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Poema

Ao longe os barcos de flores

Camilo Pessanha

Só, incessante, um som de flauta chora, Viúva, grácil, na escuridão tranquila, —Perdida voz que de entre as mais se exila, —Festões de som dissimulando a hora. Na orgia, ao longe, que em clarões cintila E os lábios, branca, do carmim desflora... Só, incessante, um som de flauta chora, Viúva, grácil, na escuridão tranquila. E a orquestra? E os beijos? Tudo a noite, fora, Cauta, detém. Só modulada trila A flauta flébil... Quem há-de remi-la? Quem sabe a dor que sem razão deplora? Só, incessante, um som de flauta chora...
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Só, incessante, um som de flauta chora, Viúva, grácil, na escuridão tranquila.

Ao longe os barcos de flores, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

Quem sabe a dor que sem razão deplora?

Ao longe os barcos de flores, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

Só, incessante, um som de flauta chora...

Ao longe os barcos de flores, de Camilo PessanhaVerificada

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