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Poema

E eis quanto resta do idílio acabado

Camilo Pessanha · E eis quanto resta do idyllio acabado

E eis quanto resta do idílio acabado, —Primavera que durou um momento... Como vão longe as manhãs do convento! —Do alegre conventinho abandonado... Tudo acabou... Anemonas, hidrângeas. Silindras,—flôres tão nossas amigas! No claustro agora víçam as ortigas, Rojam-se cobras pelas velhas lageas. Sobre a inscripção do teu nome delìdo! —Que os meus olhos mal podem soletrar, Cançados... E o aroma fenecido Que se evola do teu nome vulgar! Enobreceu-o a quietação do olvido. Ó doce, ingenua, inscripção tumular.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Como vão longe as manhãs do convento!

E eis quanto resta do idyllio acabado, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

Tudo acabou... Anemonas, hidrângeas.

E eis quanto resta do idyllio acabado, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

No claustro agora víçam as ortigas, Rojam-se cobras pelas velhas lageas.

E eis quanto resta do idyllio acabado, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

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