Chorae arcadas
Camilo Pessanha · Chorae arcadas
Chorae arcadas
Do víôloncello!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de chôro...
Que ruinas, (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...
Trémulos astros...
Soidões lacustres...
—Lemes e mastros...
E os alabastros
Dos balaustres!
Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
—Chorae arcadas,
Despedaçadas,
Do viôloncello.
Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.
Chorae arcadas Do violoncelo!
Chorae arcadas, de Camilo PessanhaVerificada
Trémulos astros... Soidões lacustres...
Chorae arcadas, de Camilo PessanhaVerificada
Urnas quebradas! Blocos de gelo...
Chorae arcadas, de Camilo PessanhaVerificada
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