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Poema

Quando se erguerão as seteiras

Camilo Pessanha · Quando se erguerão as setteiras

Quando se erguerão as seteiras, Outra vez, do castelo em ruina, E haverá gritos e bandeiras Na fria aragem matutina? Se ouvírá tocar a rebate Sobre a planicie abandonada? E sahiremos ao combate De cota e elmo e a longa espada? Quando iremos, tristes e sérios, Nas prolixas e vãs contendas, Soltando juras, improperios, Pelas divisas e legendas? E voltaremos, os antigos E purissimos lidadores, (Quantos trabalhos e perigos!) Quasi mortos e vencedores? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E quando, ó Dôce Infanta Real, Nos sorrirás do belveder? —Magra figura de vitral, Por quem nós fomos combater...

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

(Quantos trabalhos e perigos!)

Quando se erguerão as setteiras, de Camilo PessanhaVerificada

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