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Poema

Floriram por engano as rosas bravas

Camilo Pessanha · Floriram por engano as rosas bravas

Floriram por engano as rosas bravas No inverno: veio o vento desfolhal-as... Em que scismas, meu bem? Porque me callas As vozes com que ha pouco me enganavas? Castellos doidos! Tão cedo cahistes!... Onde vamos, alheio o pensamento, De mãos dadas? Teus olhos, que um momento Prescrutaram nos meus, como vão tristes! E sobre nós cahe nupcial a neve, Surda, em triumpho, petalas, de leve Juncando o chão, na acrópole de gelos... Em redor do teu vulto é como um veo! ¿Quem as esparze—quanta flôr—, do céu, Sobre nós dois, sobre os nossos cabellos?

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Floriram por engano as rosas bravas No inverno: veio o vento desfolhal-as...

Floriram por engano as rosas bravas, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

Castelos doidos! Tão cedo cahistes!...

Floriram por engano as rosas bravas, de Camilo PessanhaVerificada

Postal

E sobre nós cahe nupcial a neve, Surda, em triunfo, petalas, de leve Juncando o chão, na acrópole de gelos...

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