Sou a amar-te obrigado: Não é loucura o meu amor, é Fado.
O Ciúme (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
As palavras para cada ocasião.
34 frases sobre destino, tiradas de poemas de domínio público publicados neste site. Debaixo de cada uma está o poema de onde saiu.
Sou a amar-te obrigado: Não é loucura o meu amor, é Fado.
O Ciúme (Bocage), de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Ponderai da Fortuna a variedade Nos meus suspiros, lágrimas e amores; Notai dos males seus a imensidade, A curta duração dos seus favores.
Incultas produções da mocidade, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Foi lei dos fados a imprudência tua.
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
A Sorte é implacável, Dos males, que dispõe, não se arrepende,
À morte de Leandro e Hero, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
Ó neve que destino triste o nosso!
O meu Destino disse-me a chorar: “Pela estrada da Vida vai andando; E, aos que vires passar, interrogando Acerca do Amor, que hás de encontrar.”
Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...
Assim a lenda se escorre A entrar na realidade,
Fosse a hora que haver ou a que havia A mão que ao Ocidente o véu rasgou, Foi alma a Ciência e corpo a Ousadia Da mão que desvendou.
Com duas mãos — o Ato e o Destino — Desvendámos. No mesmo gesto, ao céu Uma ergue o facho trémulo e divino E a outra afasta o véu.
Outros haverão de ter O que houvermos de perder.
Onde quer que, entre sombras e dizeres, Jazas, remoto, sente-te sonhado, E ergue-te do fundo de não-seres Para teu novo fado!
Na Cruz morta e fatal A Rosa do Encoberto.
Na Cruz, que é o Destino, A Rosa, que é o Christo.
Vendem os Deuses o que dão.
«Que farei eu com esta espada?»
Todo começo é involuntário. Deus é o agente.
Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro.
Atlas, mostra alto o mundo no seu hombro.
Dê tua prece outro destino A quem fadou o instinto teu!
O homem e a hora são um só Quando Deus faz e a história é feita.
Não me podia a Sorte dar guarida Por eu não ser dos seus.
Louco, sim, louco, porque quis grandeza Qual a Sorte a não dá.
O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
Cumpri contra o Destino o meu dever. Inutilmente? Não, porque o cumpri.
Três impérios do chão lhe a Sorte apanha. Creou-os como quem desdenha.
Não voltou mais. A que ilha indescoberta Aportou?
Para onde me levais meu vão cuidado? Aonde vais, meu coração vazío?
Passou o outono já, já torna o frio, de Camilo PessanhaVerificada
Não seí que mau agoiro Me enoiteceu a vida...
E eu... leve como a luz... até que um dia Um vento me tomou, e vim rolando...
Sonetos (Antero de Quental, 1880)/No circo, de Antero de QuentalVerificada
— Não vos queixeis, ó filhos da anciedade, Que eu mesmo, desde toda a eternidade, Tambem me busco a mim... sem me encontrar!
Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Ignotus, de Antero de QuentalVerificada
Sabe tu encarar sereno o abismo!
Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Estoicismo, de Antero de QuentalVerificada
Eu creio no destino das nações: Não se faz para dor, para desterros, Esta ânsia que nos ergue os corações!
Odes modernas (1875)/Livro Primeiro/Á Historia, de Antero de QuentalVerificada
Mas n'um deserto só, árido e fundo, Ecoam nossas vozes, que o Destino Paira mudo e impassível sobre o mundo.