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Poema

Neurastenia

Florbela Espanca · Neurastenia

Sinto hoje a alma cheia de tristeza! Um sino dobra em mim Ave-Marias! Lá fora, a chuva, brancas mãos esguias, Faz na vidraça rendas de Veneza... O vento desgrenhado chora e reza Por alma dos que estão nas agonias! E flocos de neve, aves brancas, frias, Batem as asas pela Natureza... Chuva... tenho tristeza! Mas porquê?! Vento... tenho saudades! Mas de quê?! Ó neve que destino triste o nosso! Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura! Gritem ao mundo inteiro esta amargura, Digam isto que sinto que eu não posso!!...
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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Sinto hoje a alma cheia de tristeza!

Neurastenia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Vento... tenho saudades! Mas de quê?!

Neurastenia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Ó neve que destino triste o nosso!

Neurastenia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

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