Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Ignotus

Antero de Quental · Wikisource, transcrição

Onde te escondes? Eis que em vão clamamos, Suspirando e erguendo as mãos em vão! Já a voz enrouquece e o coração Está cançado — e já desesperamos... Por céu, por mar e terras procuramos O Espirito que enche a solidão, E só a própria voz na immensidão Fatigada nos volve... e não te achamos! Céus e terra, clamai, aonde? aonde? — Mas o Espirito antigo só responde, Em tom de grande tédio e de pezar: — Não vos queixeis, ó filhos da anciedade, Que eu mesmo, desde toda a eternidade, Também me busco a mim... sem me encontrar!

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

Partilhar

Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Tambem me busco a mim... sem me encontrar!

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Ignotus, de Antero de QuentalVerificada

Postal

— Não vos queixeis, ó filhos da anciedade, Que eu mesmo, desde toda a eternidade, Tambem me busco a mim... sem me encontrar!

Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Ignotus, de Antero de QuentalVerificada

Postal

Mais poemas de Antero de Quental

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.