Ditos

As palavras para cada ocasião.

Antero de Quental

1842 a 1891 · obra em domínio público desde 1962

Retrato ilustrado de Antero de Quental

Antero de Quental (1842-1891) foi o poeta e agitador da Geração de 70, o grupo que pôs a cultura portuguesa em causa nas Conferências do Casino. Açoriano de Ponta Delgada, escreveu as Odes Modernas, o panfleto Causas da Decadência dos Povos Peninsulares e, acima de tudo, os Sonetos, onde a inquietação religiosa e filosófica de uma vida inteira coube em catorze linhas de cada vez. Sofreu de melancolia profunda e matou-se em Ponta Delgada, num banco de jardim, aos 49 anos. Os sonetos dele estão entre os maiores da língua. Os Sonetos Completos, organizados em 1886 pelo amigo Oliveira Martins, leem-se como autobiografia espiritual: da fé perdida ao pessimismo, do socialismo à serenidade budista dos últimos anos. Antero tratava o soneto como cela de convento, catorze versos onde a alma cabe à justa. É assim que aqui está: as Odes Modernas da revolta e os sonetos da inquietação, na grafia de hoje com o original ao lado.

Poemas

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Obras usadas

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