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Poema

A Sulamita

Antero de Quental · A Sulamita

Quem anda lá por fora, pela vinha Na sombra do luar meio cacoberto, Sutil nos passos e espreitando incerto, Com brando respirar de criancinha? Um sonho me acordou... não sei que tinha... Pareceu-me senti-lo aqui tão perto... Seja alta noite, seja n'um deserto, Quem ama até em sonhos adivinha... Moças da minha terra, ao meu amado Correi, dizei-lhe que eu dormia agora, Mas que pode ir contente e descançado, Pois se tão cedo adormeci, conforme É meu costume, olhae, dormia embora, Porque o meu coração é que não dorme...

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Quem ama até em sonhos adivinha...

A Sulamita, de Antero de QuentalVerificada

Postal

Porque o meu coração é que não dorme...

A Sulamita, de Antero de QuentalVerificada

Postal

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