Ditos

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Poema

Lacrimae Rerum

Antero de Quental · Os Sonetos Completos (1886), p. 110

Noite, irmã da Razão e irmã da Morte, Quantas vezes tenho eu interrogado Teu verbo, teu oráculo sagrado, Confidente e intérprete da Sorte! Aonde vão teus sóis, como coorte De almas inquietas, que conduz o Fado? E o homem porque vaga desolado E em vão busca a certeza, que o conforte? Mas, na pompa de imenso funeral, Muda, a noite, sinistra e triunfal, Passa volvendo as horas vagarosas... É tudo, em torno a mim, dúvida e luto; E, perdido num sonho imenso, escuto O suspiro das coisas tenebrosas...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

E o homem porque vaga desolado E em vão busca a certeza que o conforte?

Lacrimae Rerum, de Antero de QuentalVerificada

Postal

É tudo, em torno a mim, dúvida e luto;

Lacrimae Rerum, de Antero de QuentalVerificada

Postal

E, perdido num sonho imenso, escuto O suspiro das coisas tenebrosas...

Lacrimae Rerum, de Antero de QuentalVerificada

Postal

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