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Poema

Desesperança (Antero de Quental)

Antero de Quental · Desesperança

Vai-te na aza negra da desgraça, Pensamento de amor, sombra d'uma hora, Que abracei com delírio, vai-te, embora, Como nuvem que o vento impele... e passa. Que arrojemos de nós quem mais se abraça, Com mais ânsia, á nossa alma! e quem devora D'essa alma o sangue, com que vigora, Como amigo comungue á mesma taça! Que seja sonho apenas a esperança, Enquanto a dor eternamente assiste. E só engano nunca a desventura! Se era silêncio sofrer fora vingança!.. Envolve-te em ti mesma, ó alma triste, Talvez sem esperança haja ventura!

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

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Vai-te na aza negra da desgraça, Pensamento de amor, sombra d'uma hora, Que abracei com delírio, vai-te, embora, Como nuvem que o vento impele... e passa.

Desesperança (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

Postal

Que seja sonho apenas a esperança, Enquanto a dor eternamente assiste. E só engano nunca a desventura!

Desesperança (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

Postal

Envolve-te em ti mesma, ó alma triste, Talvez sem esperança haja ventura!

Desesperança (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

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