Ditos

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Poema

Noturno

Antero de Quental · Os Sonetos Completos (1886), p. 32

Espírito que passas, quando o vento Adormece no mar e surge a lua, Filho esquivo da noite que flutua, Tu só entendes bem o meu tormento... Como um canto longínquo — triste e lento — Que voga e subtilmente se insinua, Sobre o meu coração, que tumultua, Tu vertes pouco a pouco o esquecimento... A ti confio o sonho em que me leva Um instinto de luz, rompendo a treva, Buscando, entre visões, o eterno Bem. E tu entendes o meu mal sem nome, A febre de Ideal, que me consome, Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

A ti confio o sonho em que me leva Um instinto de luz, rompendo a treva, Buscando. entre visões, o eterno Bem.

Noturno (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

Postal

E tu entendes o meu mal sem nome, A febre de Ideal, que me consome,

Noturno (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

Postal

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