Ditos

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Poema

A um poeta

Antero de Quental · Os Sonetos Completos (1886), p. 70

Tu, que dormes, espírito sereno, Posto à sombra dos cedros seculares, Como um levita à sombra dos altares, Longe da luta e do fragor terreno, Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno, Afugentou as larvas tumulares... Para surgir do seio desses mares, Um mundo novo espera só um aceno... Escuta! é a grande voz das multidões! São teus irmãos, que se erguem! são canções... Mas de guerra... e são vozes de rebate! Ergue-te pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate!

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno

A um poeta (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

Postal

Um mundo novo espera só um aceno...

A um poeta (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

Postal

Ergue-te, pois, soldado do Futuro, E dos raios de luz do sonho puro, Sonhador, faze espada de combate!

A um poeta (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

Postal

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