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Poema

Comunhão

Antero de Quental · Comunhão

Reprimirei meu pranto!... Considera Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram, Quantos as mãos incertas levantaram Sob este mesmo céu de luz austera!... — Luz morta! amarga a própria primavera! — Mas seus pacientes corações lutaram, Crentes só por instinto, e se apoiaram Na obscura e heróica fé, que os retempera... E sou eu mais do que eles? igual fado Me prende á lei de ignotas multidões. — Seguirei meu caminho confiado, Entre esses vultos mudos, mas amigos, Na humilde fé de obscuras gerações, Na comunhão dos nossos pais antigos.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Seguirei meu caminho confiado,

Comunhão, de Antero de QuentalVerificada

Postal

Na humilde fé de obscuras gerações, Na comunhão dos nossos pais antigos.

Comunhão, de Antero de QuentalVerificada

Postal

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