Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Idílio

Antero de Quental · Os Sonetos Completos (1886), p. 31

Quando nós vamos ambos, de mãos dadas, Colher nos vales lírios e boninas, E galgamos dum fôlego as colinas Dos rocios da noite inda orvalhadas; Ou, vendo o mar, das ermas cumiadas, Contemplamos as nuvens vespertinas, Que parecem fantásticas ruínas Ao longe, no horizonte, amontoadas: Quantas vezes, de súbito, emudeces! Não sei que luz no teu olhar flutua; Sinto tremer-te a mão, e empalideces... O vento e o mar murmuram orações, E a poesia das coisas se insinua Lenta e amorosa em nossos corações.

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Não sei que luz no teu olhar flutua;

Idílio (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

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O vento e o mar murmuram orações, E a poesia das coisas se insinua Lenta e amorosa em nossos corações.

Idílio (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada

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