Idílio (Antero de Quental)
Antero de Quental · Idílio
Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos dum fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas;
Ou, vendo o mar das ermas cumeadas
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longo, no horizonte, amontoadas:
Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão e empalideces
O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das coisas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Idílio (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada
O vento e o mar murmuram orações, E a poesia das coisas se insinua Lenta e amorosa em nossos corações.
Idílio (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada
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