Amaritudo
Antero de Quental
Só por ti, astro ainda e sempre oculto,
Sombra do Amor e sonho da Verdade,
Divago eu pelo mundo e em anciedade
Meu próprio coração em mim sepulto.
De templo em templo, em vão, levo o meu culto,
Levo as flores d'uma íntima piedade.
Vejo os votos da minha mocidade
Receberem somente escárneo e insulto.
À beira do caminho me assentei...
Escutarei passar o agreste vento,
Exclamando: assim passe quando amei! —
Oh minh'alma, que creste na virtude!
O que será velhice e desalento,
Se isto se chama aurora e juventude?
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.
Oh minh'alma, que creste na virtude! O que será velhice e desalento, Se isto se chama aurora e juventude?
Amaritudo, de Antero de QuentalVerificada
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