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Poema

A Flor do Sonho

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 69

A Flor do Sonho, alvíssima, divina, Miraculosamente abriu em mim, Como se uma magnólia de cetim Fosse florir num muro todo em ruína. Pende em meu seio a haste branda e fina E não posso entender como é que, enfim, Essa tão rara flor abriu assim!... Milagre... fantasia... ou, talvez, sina... Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos, Que tem que sejam tristes os meus olhos Se eles são tristes pelo amor de ti?!... Desde que em mim nasceste em noite calma, Voou ao longe a asa da minh’alma E nunca, nunca mais eu me entendi...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

A Flor do Sonho, alvíssima, divina, Miraculosamente abriu em mim, Como se uma magnólia de cetim Fosse florir num muro todo em ruína.

A Flor do Sonho, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...

A Flor do Sonho, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Desde que em mim nasceste em noite calma, Voou ao longe a asa da minh’alma E nunca, nunca mais eu me entendi...

A Flor do Sonho, de Florbela EspancaVerificada

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