Ditos

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Poema

Nevoeiro

Fernando Pessoa · Mensagem (1934), p. 100

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, Define com perfil e ser Este fulgor baço da terra Que é Portugal a entristecer — Brilho sem luz e sem arder, Como o que o fogo-fatuo encerra. Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, Nem o que é mal nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a Hora! Valete, Fratres.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem,

Nevoeiro, de Fernando PessoaVerificada

Postal

Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro.

Nevoeiro, de Fernando PessoaVerificada

Postal

Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

Nevoeiro, de Fernando PessoaVerificada

Postal

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