Aqueles passatempos, que na infancia Tão do peito queria, em odio os tenho.
Elegia á morte de uma alcoviteira, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
As palavras para cada ocasião.
17 frases sobre tempo, tiradas de poemas de domínio público publicados neste site. Debaixo de cada uma está o poema de onde saiu.
Aqueles passatempos, que na infancia Tão do peito queria, em odio os tenho.
Elegia á morte de uma alcoviteira, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
E seja isto já; que é curta a edade, E as horas do prazer vôam ligeiras.
Dizem que o rei cruel do Averno immundo, de Manuel Maria Barbosa du BocageVerificada
E é tudo sempre o mesmo, eternamente... O mesmo lago plácido, dormente... E os dias, sempre os mesmos, a correr...
Tenho a pior velhice, a que é mais triste, Aquela onde nem sequer existe Lembrança de ter sido nova... outrora...
Horas benditas, leves como penas,
Ó minha vã, inútil mocidade, Trazes-me embriagada, entontecida!...
Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem.
Ai dos felizes, porque são Só o que passa!
O Ocidente, futuro do passado.
A madrugada do novo dia, Do novo dia sem acabar;
Porque tudo no mundo morre e muda,
Toda essa extensa pista—para quê? Se ha-de vir apagar-vos a maré, Com as do novo rasto que começa...
Quando voltei encontrei os meus passos, de Camilo PessanhaVerificada
Passou o outono já, já torna o frio...
Passou o outono já, já torna o frio, de Camilo PessanhaVerificada
Imagens que passais pela retina Dos meus olhos, porque não vos fixais?
Imagens que passaes pela retina, de Camilo PessanhaVerificada
No claustro agora víçam as ortigas, Rojam-se cobras pelas velhas lageas.
E eis quanto resta do idyllio acabado, de Camilo PessanhaVerificada
Corre o tempo e só gera, inextinguiveis, Dôr, pecado, ilusão, luctas horriveis,
Sonetos (Antero de Quental, 1880)/Divina Comedia, de Antero de QuentalVerificada
Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
A um poeta (Antero de Quental), de Antero de QuentalVerificada