Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Antemanhã

Fernando Pessoa · Mensagem (1934), p. 99

O mostrengo que está no rim do mar Veio das trevas a procurar A madrugada do novo dia, Do novo dia sem acabar; E disse, «Quem é que dorme a lembrar Que desvendou o Segundo Mundo, Nem o Terceiro quer desvendar?» E o som na treva de ele rodar Faz mau o somno, triste o sonhar. Rodou e foi-se o mostrengo servo Que seu senhor veio aqui buscar. Que veio aqui seu senhor chamar — Chamar Aquelle que está dormindo E foi outrora Senhor do Mar.

Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.

A madrugada do novo dia, Do novo dia sem acabar;

Antemanhã, de Fernando PessoaVerificada

Postal

Faz mau o sono, triste o sonhar.

Antemanhã, de Fernando PessoaVerificada

Postal

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