Quando voltei encontrei os meus passos
Camilo Pessanha · Quando voltei encontrei os meus passos
Quando voltei encontrei os meus passos
Ainda frescos sobre a húmida areia,
A fugitiva hora, reevoqueia,
—Tão redíviva! nos meus olhos baços...
Olhos turvos de lágrimas contidas.
—Mesquinhos passos, porque doidejastes
Assim transviados, e depois tornastes
Ao ponto das primeiras despedidas?
Onde fostes sem tino, ao vento vario,
Em redor, como as aves n'um aviario,
Até que a azita fôfa lhes falleça...
Toda essa extensa pista—para quê?
Se ha-de vir apagar-vos a maré,
Com as do novo rasto que começa...
Grafia atualizada a partir da primeira edição. · Fonte
Frases tiradas deste poema
Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, que é o que quase nenhum site dá.
Toda essa extensa pista—para quê? Se ha-de vir apagar-vos a maré, Com as do novo rasto que começa...
Quando voltei encontrei os meus passos, de Camilo PessanhaVerificada
Quando voltei encontrei os meus passos Ainda frescos sobre a humida areia,
Quando voltei encontrei os meus passos, de Camilo PessanhaVerificada
Mais poemas de Camilo Pessanha
Sabes mais sobre isto?
Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.