Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

Tédio

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 117

Passo pálida e triste. Oiço dizer «Que branca que ela é! Parece morta!» E eu que vou sonhando, vaga, absorta, Não tenho um gesto, ou um olhar sequer... Que diga o mundo e a gente o que quiser! — O que é que isso me faz?... O que me importa?... O frio que trago dentro gela e corta Tudo que é sonho e graça na mulher! O que é que isso me importa?! Essa tristeza É menos dor intensa que frieza, É um tédio profundo de viver! E é tudo sempre o mesmo, eternamente... O mesmo lago plácido, dormente... E os dias, sempre os mesmos, a correr...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

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Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

O frio que trago dentro gela e corta Tudo que é sonho e graça na mulher!

Tédio (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

É um tédio profundo de viver!

Tédio (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

E é tudo sempre o mesmo, eternamente... O mesmo lago plácido, dormente... E os dias, sempre os mesmos, a correr...

Tédio (Florbela Espanca), de Florbela EspancaVerificada

Postal

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