Ditos

As palavras para cada ocasião.

Poema

A Minha Tragédia

Florbela Espanca · Livro de Mágoas (1919), p. 121

Tenho ódio à luz e raiva à claridade Do sol, alegre, quente, na subida. Parece que a minh'alma é perseguida Por um carrasco cheio de maldade! Ó minha vã, inútil mocidade Trazes-me embriagada, entontecida!... Duns beijos que me deste, noutra vida, Trago em meus lábios roxos, a saudade!... Eu não gosto do sol, eu tenho medo Que me leiam nos olhos o segredo De não amar ninguém, de ser assim! Gosto da Noite imensa, triste, preta, Como esta estranha e doida borboleta Que eu sinto sempre a voltejar em mim!...

Grafia atualizada a partir da edição de origem, guardando as formas que são do autor. · Fonte

Partilhar

Frases tiradas deste poema

Estes versos andam a circular sozinhos. Aqui ficam com o poema inteiro por trás, e com a fonte à vista.

Ó minha vã, inútil mocidade, Trazes-me embriagada, entontecida!...

A Minha Tragédia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Eu não gosto do sol, eu tenho medo Que me leiam nos olhos o segredo De não amar ninguém, de ser assim!

A Minha Tragédia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Gosto da Noite imensa, triste, preta, Como esta estranha e doida borboleta Que eu sinto sempre a voltejar em mim!...

A Minha Tragédia, de Florbela EspancaVerificada

Postal

Mais poemas de Florbela Espanca

Sabes mais sobre isto?

Se conheces outra versão, se dizem de outra maneira na tua terra, ou se encontraste um erro, diz. É assim que isto melhora.

Só publicamos depois de ler. Não guardamos o teu endereço de IP, só uma impressão digital dele para travar abuso.